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Irmãos Grimm

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Jacob (direita) e Wilhelm Grimm (esquerda) em uma pintura feita em 1855 por Elisabeth Jerichau-Baumann.

Os irmãos Grimm (em alemão Brüder Grimm ou Gebrüder Grimm), Jacob (4 de janeiro de 178520 de setembro de 1863) e Wilhelm (24 de fevereiro de 178616 de dezembro de 1859), foram dois alemães que se dedicaram ao registro de várias fábulas infantis, ganhando assim grande notoriedade. Também deram grandes contribuições à língua alemã com um dicionário (O Grande Dicionário Alemão - Deutsches Wörterbuch) e estudos de linguística e folclore.

Infância e estudos
A família é originária da cidade de Hanau no estado de Hessen. Os avós e bisavós eram protestantes. Os pais, Philipp Wilhelm e Dorothea Grimm, tiveram nove filhos dos quais apenas Ferdinand, Ludwig Emil, Charlotte, Jacob e Wilhelm Karl sobreviveram. A casa onde os irmãos nasceram está localizada na antiga praça das armas da cidade de Hanau. Em janeiro de 1791, Philipp foi nomeado funcionário na sua cidade natal, Steinau, em Kinzing, onde a família instalava-se. Em 1796 o pai deles morreu com 45 anos de idade. A mãe, a fim de assegurar ao filho mais velho todas as chances de conseguir avançar na carreira jurídica, enviou os dois filhos para junto de sua tia em Kassel. Jacob frequentou a Universidade de Marburg e estudou Direito, como o pai, e seu irmão juntou-se a ele um ano depois no mesmo curso. Um dos seus professores, Friedrich Carl von Savigny, abriu sua biblioteca privada para os jovens estudantes ávidos pelo saber e amantes de Goethe e Schiller, para fazê-los descobrir os escritores românticos e os minnesang. Savigny que trabalhava em uma História do Império Romano, encaminha-se para Paris em 1804 para suas pesquisas. Em janeiro de 1805, ele convidou Jacob a ajudá-lo, o que este fez sem demora. Na qualidade de ajudante, ele se voltou durante vários meses para a literatura jurídica. Desta época data o seu afastamento de temas jurídicos. Em sua correspondência, ele fala querer apenas consagrar-se à pesquisa sobre a "magnífica literatura da Alemanha antiga".

Primeiros escritos
Os irmãos decidiram dedicar-se aos estudos de história e linguística, recolhendo diretamente da memória popular, as antigas narrativas, lendas ou sagas germânicas, conservadas pela tradição oral.
Jacob Grimm retornou a Kassel onde entretanto sua mãe tinha vindo se instalar. No ano de 1806, Wilhelm Grimm termina seus estudos em Marburg. Eles vivem com a mãe em Kassel. Jacob consegue um cargo de secretário na escola de guerra de Kassel. A seguir às guerras napoleônicas contra a Prússia e a Rússia, que começam pouco depois da sua nomeação e que colocam Kassel sob a influência de Napoleão, a escola de guerra é reformada e ele torna-se o encarregado do abastecimento das tropas combatentes, o que o desagrada e o leva a abandonar seu posto. Wilhelm Grimm, de saúde frágil, estava na época sem emprego. Desse período nebuloso, mas que os encontra muito motivados, datam as primeiras compilações de contos e histórias que nos chegaram hoje.
Após o falecimento da mãe em 27 de maio de 1808, Jacob, na qualidade de primogênito, ficou encarregado de toda a família. Ele aceita então um cargo de diretor da biblioteca privada de Jérome Bonaparte (irmão de Napoleão recentemente feito rei do jovem reino da Vestfália) e ocupa durante o ano de 1809 um cargo de assessor no conselho de Estado, ainda que não tenha sido obrigado a essa posição e dedicasse grande parte de seu tempo aos estudos.
Em 1809, por causa de sua doença, Wilhelm faz um tratamento em Halle que deve ter sido financiado por Jacob. Ele passa a residir no castelo de Giebichenstein (que pertenceu ao compositor Johann Friedrich Reichardt) e enfim em Berlim onde encontra Clemens Bretano através de quem ele conhece escritores e artistas berlinenses como, por exemplo, Ludwig Achim von Arnim. Durante a volta para Kassel, Wilhelm encontra também Johann Wolfgang von Goethe que aprova os seus "esforços em prol de uma cultura vasta e esquecida".
Desde 1806, os irmãos Grimm tinham reunido contos e desde 1807 tinham publicado artigos em revistas sobre mestres trovadores. A partir de 1810, os irmãos Grimm encontram-se novamente juntos em Kassel e em 1811, Jacob publica sua primeira obra sobre os "mestres cantores alemães" (Über den altdeutschen Meistergesang).
Depois da batalha de Leipzig em 1813, o reino da Vestfália foi desfeito e o colégio eleitoral de Hesse restaurado. Jacob Grimm perde, por isso, seu cargo de diretor da biblioteca real, mas logo encontra um emprego junto ao príncipe-eleitor, como secretário da legação. Nessas novas funções diplomáticas, ele retorna a Paris em 1814, onde emprega seu tempo livre em novas pesquisas na biblioteca. Se ele gostava das viagens, sentia, contudo o afastamento das pesquisas literárias no seu país por causa dos afazeres.

Coletores de contos e lendas
Wilhelm Grimm nesse meio tempo havia publicado o seu primeiro livro em 1811, traduções de lendas dinamarquesas antigas (Altdänische Heldenlieder). A primeira obra comum dos dois irmãos, sobre o Hildebrandslied e o Wessobruner Gebet, foi publicada em 1812 e foi seguida em dezembro do mesmo ano da primeira coletânea, Contos da Criança e do Lar (Kinder und Hausmärchen), com tiragem de 900 exemplares. O primeiro manuscrito da compilação de histórias data de 1810 e apresentava 51 narrativas. Os dois irmãos escreviam também uma edição alemã do Eddas, assim como uma versão alemã do Romance de Renart (o Reineke Fuchs), um conjunto de poemas medievais trabalhos que ficaram, no entanto, durante muito tempo, incompletos. De 1813 a 1816, os irmãos contribuíram igualmente para a revista Altdutsche Wälder, dedicada à literatura alemã antiga, mas que só dura três números.
Em 1814, Wilhelm Grimm torna-se secretário da biblioteca do museu de Kassel e instala-se no Wilhemshöher Tor um alojamento pertencente à casa do príncipe-eleitor de Hesse, onde Jacob se junta a ele quando volta de Paris. Em 1815, Jacob Grimm assiste ao Congresso de Viena na qualidade de secretário da delegação de Hesse e em seguida, retorna a Paris para uma missão diplomática em setembro de 1815. Logo depois, abandona a carreira diplomática para poder dedicar-se exclusivamente ao estudo, a classificação e ao comentário da literatura e da história. Neste mesmo ano, ao lado de uma obra de estudos mitológicos (Irmentraβe und Irmensäule), ele publica uma seleção de antigos romances espanhóis (Silva de romances viejos).
Em 1815, os irmãos Grimm produzem o segundo volume dos Contos da Criança e do Lar, reimpresso em forma aumentada em 1819. As notas sobre os contos dos dois volumes foram publicadas em 1822. Uma nova publicação que condensava os outros três volumes em um único surge em 1825 e contribui grandemente para a popularidade dos contos. Essa edição foi ilustrada pelo irmão deles Ludwig Emil Grimm. A partir de 1823 apareceu uma edição inglesa ilustrada dos Contos da Criança e do Lar. Durante a vida dos dois irmãos apareceram sete impressões da edição completa em três volumes dos contos e dez da edição reduzida a um volume único. A quinquagésima edição, última com os autores vivos, já totalizava 181 narrativas. Algumas dessas histórias são de fundo europeu comum, tendo sido também recolhidas por Charles Perrault, no século XVII, na França, o que remete à existência de uma fonte comum.
Seguem-se, entre os anos de 1816 e 1818, os dois tomos de lendas recolhidas (Deutsche Sagen). Os dois irmãos haviam recolhido indiferentemente contos e lendas. É difícil separá-los sob critérios temáticos e os irmãos não os fizeram de maneira seguida. No entanto, os contos remontam no essencial a fontes orais, enquanto as lendas foram terminadas mais ou menos ao mesmo tempo, desde 1812. A demora de seis anos da publicação se explica pelo trabalho de composição de um texto publicável. O conjunto de lendas não conseguiu grande sucesso e não foi, portanto, reimpresso durante a vida dos irmãos.
Na idade de 30 anos, Jacob e Wilhelm já haviam conseguido uma posição de destaque por suas numerosas publicações. Eles viviam juntos em Kassel, com o modesto salário de Wilhelm durante um tempo. Apenas em abril de 1816, Jacob tornou-se segundo bibliotecário em Kassel, ao lado de Wilhelm que já trabalhava há dois anos como secretário. O trabalho deles consistia em emprestar, procurar e classificar as obras. Simultaneamente a suas funções oficiais, eles podiam realizar as próprias pesquisas, que foram condecoradas em 1819 por um doutorado honoris causa da Universidade de Marbourg.
Eles não teriam podido publicar tanto durante estes anos sem encorajamento nem proteções. Primeiramente eles foram sustentados pela princesa Wilhelmine Karoline de Hesse. Depois de sua morte em 1820 e a do príncipe eleitor em 1821, os irmãos mudaram-se com a irmã deles, Charlotte, para um alojamento mais simples, entre uma caserna e uma forja, não sem consequências embaraçosas para o trabalho deles. "Lotte", que até então ficava com a família, se casaria pouco depois, deixando os dois irmãos que se mudariam várias vezes e levariam uma vida de solteiros durante muitos anos ainda.

A paixão pela língua
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Monumento aos irmãos Grimm em Hanau.

É nesse período criativo que se dá o trabalho de Jacob na sua Gramática Alemã. O primeiro tomo tratava da flexão, o segundo da formação das palavras, Jacob trabalha nela com furor, sem deixar um manuscrito completo, fazendo imprimir folha após folha à medida que escrevia texto suficiente. A impressão do primeiro tomo se estendeu de janeiro de 1818 ao verão de 1819, a duração exata do trabalho dele em sua obra. Até 1822, ele trabalhará novamente no primeiro tomo de maneira a incluir apenas estudo dos sons. Como anteriormente, ele escreve e faz imprimir as páginas, princípio que ele segue também para o segundo tomo, surgido em 1826. Wilhelm tinha publicado durante esse período vários livros sobre as runas e os cantos heróicos alemães (Deutsche Heldensage), considerados como suas obras primas, surgidos em 1829.
Foi apenas após o casamento de Wilhelm Grimm com Henrietta Dorothea Wild em 1825 que o curso da vida dos dois irmãos veio a ter alguma estabilidade. Eles continuaram a viver juntos apenas até o nascimento das crianças de Wilhelm e "Dortchen". Em 1829, depois de respectivamente 13 e 15 anos de serviço na biblioteca de Kassel, os dois irmãos demitem-se. Depois da morte do diretor, o príncipe-eleitor Guilherme II de Hesse não entregou o posto a Jacob e os irmãos responderam à proposta da biblioteca da Universidade de Göttingen em Hanôver.
Eles vivem novamente juntos, Jacob trabalhava como professor titular, Wilhelm como bibliotecário e, a partir de 1835, também como professor. Jacob publica dois tomos suplementares de sua gramática até 1837. Ele também pôde terminar em 1834 o trabalho começado em 1811 sobre o Reineke Fuchs, e compôs uma obra sobre a mitologia germânica (Deutsche Mythologie, 1835). Wilhelm encarregou-se sozinho da terceira impressão dos Kinder und Hausmärchen em 1837.
Nesse mesmo ano, o rei de Hanôver, da Grã-Bretanha e da Irlanda, Guilherme IV morre, e a coroa de Hanôver passa para seu irmão Ernest August I. De tendências autoritárias, este rapidamente revoga a constituição relativamente liberal que havia sido instituída pelo seu predecessor, à qual os funcionários haviam prestado juramento. Sete professores da universidade de Göttingen, entre os quais Jacob e Wilhelm, assinam uma carta de solene protesto. O rei replica exonerando os professores e exilando três deles de seu estado, entre os quais, Jacob Grimm e graças a isto, Os Sete de Göttingen (o Göttinger Sieben) ganham grande repercussão na Alemanha.

Grande dicionário alemão
Os irmãos retornam a Kassel onde ficam sem emprego até que o rei Frederico Guilherme IV da Prússia convida-os para trabalhar como membros da academia de ciências e professores na Universidade Humboldt. Os dois aceitam essa oferta e se instalam definitivamente em Berlim. Jacob empreendeu, no entanto, diversas viagens ao exterior e foi, depois, deputado no Parlamento de Frankfurt em 1848 junto com vários de seus antigos colegas de Göttingen.
Durante esse período berlinense, os dois irmãos consagraram-se principalmente a uma obra colossal: a escrita de um dicionário histórico da língua alemã, que apresentaria cada palavra com sua origem, sua evolução, seus usos e sua significação. Mas os dois haviam subestimado o trabalho a ser feito. Ainda que tenham começado essa tarefa em 1838, após a volta de Göttingen, o primeiro volume aparece apenas em 1854 e apenas alguns volumes puderam ser editados durante a vida deles. Várias gerações de germanistas darão continuidade a esta obra, e cento e vinte e três anos depois, em 4 de janeiro de 1961, o trigésimo segundo volume do dicionário foi enfim publicado. Em 1957, uma nova revisão desta obra gigantesca foi iniciada e o primeiro volume do trabalho, publicado em 1965. Em 2004, o conjunto do dicionário foi editado em forma de CD-ROM pela Edições Zweitausendeins (Frankfurt am Main).
Wilhelm Grimm morreu em 16 de dezembro de 1859. A academia de Berlim escrevia em janeiro de 1860: "No dia 16 do último mês faleceu Wilhelm Grimm, membro da Academia, que fez brilhar seu nome à designação de linguista alemão e coletor de lendas e poemas. O povo alemão está também habituado a associá-lo ao seu irmão mais velho Jacob. Poucos homens são honrados e amados como são os irmãos Grimm, que no espaço de meio século ampararam-se reciprocamente e fizeram-se conhecidos por um trabalho comum". Jacob sozinho deu continuidade à obra deles até morrer em 20 de setembro de 1863. Os dois irmãos descansam juntos no cemitério de Matthäus em Berlim-Schöneberg.

Obras
As obras comuns mais significativas de Jacob e Wilhelm Grimm são: a reunião de contos para crianças, a coleção de lendas, assim como o dicionário. Jacob Grimm trouxe contribuições de primeira importância para a linguística alemã então nascente, que ajudaram a fundar a gramática histórica e comparada. É na segunda edição de sua Gramática Alemã que Jacob descreve as leis da fonética que regulam a evolução das consoantes nas línguas germânicas, conhecidas depois sob o nome de Lei de Grimm. Ele é também o autor de uma História da Língua Alemã (Geschichte der deutschen Sprache).
Buscando encontrar as origens da realidade histórica de seu país, os pesquisadores encontram a fantasia, o fantástico, o mítico em temas comuns da época medieval. Com suas pesquisas, tinham dois objetivos básicos: o levantamento de elementos linguísticos para fundamentação dos estudos filológicos da língua alemã e a fixação dos textos do folclore literário germânico, expressão autêntica do espírito nacional. De qualquer forma, surge uma grande literatura infantil para encantar crianças de todo o mundo.
O compositor Richard Wagner inspirou-se em várias lendas recolhidas pelos dois irmãos para a composição de suas óperas, assim como da Deutsche Mythologie de Jacob Grimm para sua Tetralogia.

Características dos contos
Na tradição oral, as histórias compiladas não eram destinadas ao público infantil e sim aos adultos. Foram os irmãos Grimm que as dedicaram às crianças por sua temática mágica e maravilhosa. Fundiram, assim, esses dois universos: o popular e o infantil. O título escolhido para a coletânea já evidencia uma proposta educativa. Alguns temas considerados mais cruéis ou imorais foram descartados do manuscrito de 1810.
O Romantismo trouxe ao mundo um sentido mais humanitário. Assim, a violência presente nos contos de Charles Perrault, cede lugar a um humanismo, onde se destaca o sentido do maravilhoso da vida. Perpassam pelas histórias, de forma suave, duas temáticas em especial: a solidariedade e o amor ao próximo. A despeito dos aspectos negativos que continuam presentes nessas histórias, o que predomina, sempre são a esperança e a confiança na vida. É possível observar essa diferença, confrontando-se os finais da história de Chapeuzinho Vermelho em Perrault, que termina com o lobo devorando a menina e a avó, e em Grimm, onde o caçador abre a barriga do lobo, deixando que as duas fiquem vivas e felizes enquanto o lobo morria com a barriga cheia de pedras que o caçador ali colocou.
Os Contos de Grimm não são propriamente contos de fadas, distribuindo-se em:

  1. Contos de encantamento (histórias que apresentam metamorfoses, ou transformações, a maioria por encantamento);
  2. Contos maravilhosos (histórias que apresentam o elemento mágico, sobrenatural, integrado naturalmente nas situações apresentadas);
  3. Fábulas (histórias vividas por animais);
  4. Lendas (histórias ligadas ao princípio dos tempos ou da comunidade e onde o mágico aparece como "milagre" ligado a uma divindade);
  5. Contos de enigma ou mistério (histórias que têm como eixo um enigma a ser desvendado);
  6. Contos jocosos (humorísticos ou divertidos).

A característica básica de tais narrativas (qualquer que seja sua espécie literária) é a de apresentar uma problemática simples, um só núcleo dramático. A repetição, ou reiteração, juntamente com a simplicidade de problemática e da estrutura narrativa, é outro elemento constitutivo básico dos contos populares. Da mesma forma que a simplicidade da mente popular, ou da infantil, repudia as estruturas narrativas complexas (devido à dificuldade de compreensão imediata que elas apresentam), também se desinteressam da matéria literária que apresente excessiva variedade, ou novidades que alterem continuamente as estruturas básicas já conhecidas.
Essa reiteração dos mesmos esquemas na literatura popular-infantil vai, pois, ao encontro da exigência interior de seus leitores: apreciarem a repetição de situações conhecidas, porque isso permite o prazer de conhecer, por antecipação, tudo o que vai acontecer na história. E mais, dominando, a priori, a marcha dos acontecimentos, o leitor sente-se seguro interiormente. É como se pudesse dominar a vida que flui e lhe escapa.
Vários críticos afirmam serem as histórias dos Grimm incentivadoras do conformismo e da submissão. Ainda assim, a permanência dessas narrativas, oriundas da tradição popular, justifica o destaque conferido a estes autores alemães.

Contos mais famosos
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Estátua comemorativa da história Os Músicos de Bremen, erigida em Bremen em 1951; conto do qual originou o musical Os Saltimbancos.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

 

 

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