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Guerra das Malvinas

Uma Abordagem dos Antecedentes Motivos e Desfecho

INTRODUÇÃO
A presente monografia vem a ser uma breve análise do o que foram os últimos anos da ditadura militar Argentina, estando esta intrinsecamente combinada e responsabilizada pela última guerra ocorrida no continente Sul Americano, no primeiro semestre de 1982, guerra esta que se convenhou ser chamada de: A Guerra das Ilhas Malvinas.
Há, logicamente, que se fazer um paralelo com a ditadura brasileira, pois, houve também na Argentina deste período assim como na ditadura no Brasil, os mesmos problemas de desaparecimento de pessoas, abuso de autoridade, terror, repressão de diversas maneiras e de diferentes tipos e níveis possíveis, e também, muita estupidez econômica. Porém, o que se visa enfocar, é o desenvolver do processo de guerra e as motivações para que esta se realizasse.

PRESIDÊNCIA DE VIOLA
No mesmo salão Azul do Congreso de la Nación, onde em 1974 haviam sido velados os restos do três vezes presidente Juan Domingo Perón, outro tenente general, Roberto E. Viola, se transformava, por decisão castrense de 3 de outubro de 1980, no segundo presidente da República do autodenominado "Processo de Reorganização Nacional". A cerimônia de posse de Viola se realizou em 29 de março de 1981.
Deveria governar até o mesmo dia de 1984. Porém, seu mandato duraria muito menos: em 11 de dezembro foi removido pelo auto comando da Junta Militar e substituído pelo titular do Exército, Leopoldo F. Galtieri, para completar o que restava do mandato conferido a partir do dia 22 desse mesmo mês. Por sua vez, Videla, em sua mensagem de despedida - cuja posse seria a última do século XX de um ditador realizado em condições de não retirada, fez um balanço de sua gestão e ressaltou que "lo importante es que el Proceso continúe, que el estado se afiance, que la República se restablezca y que, cuando llegue la hora, la auténtica democracia y el pleno derecho gobiernen la Argentina".
Tudo ia ser muito mais rápido do que Videla, que se ia; Viola, que estava, e Galtieri, que vinha, pensavam nesse mesmo 29 de março em um Congresso vazio de representação.

PRESIDENCIA DE GALTIERI
O tenente general Leopoldo Fortunato Galtieri assumiu a presidência da Argentina em 22 de dezembro de 1981, em substituição do destituído tenente general Roberto E. Viola, afetado por algo mais que um problema de saúde como se informara vagamente. A Junta Militar havia decidido, que Galtieri integrasse em sua condição de “comandante en jefe” do Exército. Acrescentava-se que a troca se deveu a "Razones de Estado".
Deste modo, a Argentina teve em 11 de dezembro, três chefes de Estado em um só dia. Viola, uma vez destituído, o sucedeu no Ministro do Interior, Horacio Liendo, que já o vinha substituindo há algum tempo e, após a demissão deste, o vicealmirante Carlos Alberto Lacoste viria a ser o novo Ministro do Interior; E com a mesma resolução que se destituía Viola e se designava em seu lugar Galtieri, se estabelecia que o vice-almirante que acabara de ganhar o cargo de Ministro do Interior, ficaria com o cargo do Poder Executivo Nacional até 22 de dezembro.
Guerra das Malvinas
ANTECEDENTES DA GUERRA DAS MALVINAS
Em 1833, uma expedição britânica, invadiu as Ilhas do Atlântico Sul. A partir de então, a Argentinareclamou em várias oportunidades a soberania das Ilhas Malvinas – Falklands para os britânicos -, pois os argentinos proclamavam que o território era legitimamente argentino, fato que na época já gerava controversas, pois como afirma o historiador britânico Peter Beck [1]: “os moradores das ilhas queriam continuar sendo britânicos e não queriam ter nenhuma relação com a Argentina”. No princípio de 1982, o regime militar estava chegando ao seu fim, contestava-se o caráter e a legitimidade do poder dos militares.
O regime militar argentino estava nesta época totalmente desgastado politicamente devido às atrocidades contra os direitos humanos bem como pelos erros repetitivos de ordem político e econômico. A essa situação econômica e política, e as pressões por causa das violações dos direitos humanos, levaram a Junta Militar a um beco sem saída.Seu prestigio e sua credibilidade estavam desgastadas no interior do pais e no exterior também, eram reprovados pela opinião pública em geral, a inflação atingia taxas exorbitantes, em fim, sua moral estava muito baixa.
Seguindo a lógica, se pensarmos que somente um apelo comocional muito forte poderia dar esperanças aos militares de continuar se equilibrando no poder, e esta com certeza só poderia ser uma saída digna: o desencadeamento de uma contenda, cuja emotividade patriótica pudesse aglutinar em torno da junta militar e sua representatividade um certo respaldo social, a fim de se manter interinamente no governo e conseguir assim “limpar” a imagem que estava totalmente deteriorada e desfocada em relação ao regime militar e seu governo ditatorial.
Ao se planejar uma operação de recuperação do arquipélago a junta militar estava sendo oportunista, pois em caso de uma vitória e a recuperação definitiva das ilhas poderia ser suficiente para a reafirmação de sua posição interna e de suas aspirações futuras no governo. E foi justamente em 2 de abril de 1982, em uma operação conjunta das forças área, naval e do exercito, que os militares recuperaram as Ilhas Malvinas, (Geórgias e Sandwich do Sul para os Ingleses).
Mais o que cabe aqui ressaltar é a desastrosa ação militar desempenhada pelo alto comando militar argentino, tanto na parte logística de sua ação militar ocasionando muitas e novas mortes e que serviu em contrapartida para acabar de uma vez com todo o prestigio de uma junta militar que já vinha há algum tempo sendo rechaçada internamente pelos seus concidadãos, e internacionalmente frente ao inimigo A derrota das Malvinas, pouco tempo depois, apressaria e determinaria de vez a desintegração do regime militar, pois o fracasso da empreitada de recuperar e manter as ilhas sob o controle Argentino se mostrou um equivoco incontestável por seus resultados nefastos, e o regime militar entrou assim em crise terminal no final deste conflito.

A OCUPAÇÃO MILITAR DAS MALVINAS
Durante a noite de 1° de abril de 1982 e a madrugada da sexta-feira, dia 2, parte da frota marítima argentina operava junto à costa das Ilhas Malvinas. Entretanto, o número de soldados da marinha britânica no momento da invasão era de cerca de uma centena de homens, sendo assim drástica a superioridade dos argentinos na retomada da ilha. Ainda assim a guarda britânica na capital malvinense (àquela época Puerto Stanley) se armou em atitude defensiva.
Nessa mesma noite se reunia o Conselho de Segurança das Nações Unidas, a pedido do Reino Unido, que denunciou "a iminente ameaça de invasão argentina às ilhas". A reação argentina foi imediata. O embaixador argentino nas Nações Unidas denunciou no referido Conselho, a situação de grave tensão provocada arbitrariamente por aquele país nas Ilhas Geórgias.
Na manhã da sexta-feira, mediante uma operação combinada das três forças armadas, a Argentina conseguiu desembarcar em Puerto Stanley e ocupar as ilhas, logo após uns poucos combates em diversos lugares das mesmas, que culminaram com a rendição do governador britânico ante o contra-almirante argentino Carlos Busser, a mando das forças nacionais de Infantaria da Marinha, que foram as primeiras a desembarcar. Ao mesmo tempo, o general Osvaldo J. García foi designado comandante das Forças Armadas no desenrolar das operações.
No dia seguinte da ocupação era designado governador das Malvinas o general Mario Benjamín Menéndez, passando a ser o segundo governador argentino da história do Arquipélago.
Aspecto importante a ser destacado e que pode vir a responder o porque do número ínfimo de soldados britânicos a defender a ilha naquele momento tenso, seria o fator ou elemento surpresa da operação militar de retomada das ilhas pela Argentina, pois os britânicos não impuseram o mínimo de reação, visto a rapidez da invasão. A invasão foi feita em certo grau de maneira pacifica, visto é claro a superioridade militar Argentina naquele momento.
Os argentinos logo após a ocupação guarneceram o mar com seus navios, colocaram aviões a pronta disposição e fortificaram a ilha com contingente terrestre.
Em 3 de abril se reuniu, a pedido da Grã-Bretanha, o Conselho de Segurança das Nações Unidas e declarou a Resolução 502 "exigindo a retirada das forças argentinas das Ilhas do Atlântico Sul". Votaram os 16 membros do Conselho. O único país que votou contra o projeto britânico foi o Panamá. Abstiveram-se China, Espanha, Polônia e a União Soviética.
Em 26 de maio se reuniu novamente o Conselho de Segurança, aprovando a Resolução 505, que reafirma a anterior (502), obrigando as partes no conflito a cooperar plenamente com o Secretário Geral das Nações Unidas, Javier Pérez De Cuellar, em seus esforços para por fim às hostilidades. Entretanto, enquanto se desenvolviam essas gestões de pacificação, o governo britânico alistava grande parte de sua poderosa frota de guerra e a enviava imediatamente, rumo ao teatro de operações. Simultaneamente, tanto o governo inglês como os países da Comunidade Econômica Européia impunham drásticas sanções econômicas e financeiras à Argentina.
Em 28 de maio se reuniram na sede da OEA (Washington) os chanceleres dos 21 países membros do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) e adotaram uma resolução por 17 votos a favor e 4 abstenções (Estados Unidos, Colômbia, Chile e Trinidad-Tobago) "condenando o ataque britânico à Argentina e solicitando aos Estados Unidos que cessasse sua assistência militar ao Reino Unido". Para completar, autorizou os países latino-americanos a ajudar a Argentina em caráter emergencial; quer dizer, deixando a porta aberta para uma possível ação coletiva contra a Grã- Bretanha. Isso não chegou a se concretizar, ficaram em generalizadas expressões de calorosa solidariedade e apoio diplomático, incluindo, em alguns casos, oferecimentos de eventual ajuda militar. Todas as formas e tentativas de solução pacifica e diplomática foram inúteis.

A VISITA DO PAPA JOÃO PAULO II
Ante a extrema gravidade da situação, o Sumo Pontífice decidiu viajar de imediato para Argentina. O Papa chegou a Buenos Aires em 1 de junho, permanecendo no país por dois dias, durante os quais desenvolveu uma intensa atividade que compreendeu, fundamentalmente, uma prolongada entrevista com a Junta Militar e com o presidente da Nação, duas missas celebradas pelo mesmo e pelos cardeais, que congregaram centenas de milhares de Fiéis. Uma delas em Palermo e a outra, em Luján. Durante esses atos e outras aparições ante a multidão, o Papa pronunciou comovedores discursos em espanhol, pedindo a toda a nação para orar pela paz. Antes de voltar para Roma, o Sumo Pontífice manteve uma conversa a sós com o presidente Galtieri, cujos termos nunca foram revelados.

O FIM DA GUERRA
Guerra das Malvinas Após a investida e conseqüente recuperação dos Argentinos das ilhas do Atlântico Sul especialistas e diversos outros teóricos se puseram a especular, pensar e comentar sobre a possibilidade ou não de uma possível investida e recuperação das ilhas por parte dos ingleses.
Diziam ser a logística militar, o fator supremo para uma investida inglesa, visto que o arquipélago situa-se a cerca de 13.000 kilometros de distância da base militar mais próxima dos ingleses e apenas uns poucos 500 kilometros dos portos e aeroportos argentinos.
Sendo assim, era muito mais fácil para os argentinos manterem sua posição, pois para todo tipo de operação sendo de defesa ou ataque estavam estes mais próximos da costa continental de seu país, propiciando a devida segurança e abastecimento regular de seus contingentes. Ao contrário dosingleses com suas bases situadas do outro lado do mar, em outro extremo.
Outro detalhe também importante era que a cada dia que passava desde a ocupação das ilhas, os argentinos estariam aproveitando para reforçar ao máximo sua posição defensiva. Por outro lado também, na medida em que se avançassem às semanas e os meses, se aproximava o rigoroso inverno austral que assola as ilhas todos os anos e sempre no primeiro semestre. Ao se aproximar deste terrível inverno, a situação adversa deste clima resultaria em uma dificuldade progressiva para qualquer tipo de operação militar, aérea, naval ou mesmo terrestre.
Depois de muito se especular e contradizendo as especulações aos mais diferentes tipos de argumentos levantados, os ingleses estavam preparados para a sua reação, a operação levaria o nome de: Operação “Corporate”.
O governo britânico colocou uma frota cirurgicamente calculada para transportar até as ilhas do Atlântico Sul um certo contingente de forças terrestres, com a missão de recuperar o arquipélago. Compôs também uma força aérea capaz de apoiar as unidades de desembarque, dando segurança a elas para o cumprimento da missão. O contingente militar britânico seria da ordem de 10.000 homens, sendo que 7.500 estariam disponibilizados para combater na linha de frente, diretamente. Do lado Argentino, especula-se que o comando militar aumentou seus efetivos para 12.500 homens que ficariam em total prontidão.
O chefe do exercito do Ar e membro da junta governante, brigadeiro Basílio Lami Dozo dizia que iria dar a ordem aos seus pilotos de atacar em massa a frota britânica assim que estes entrassem em seu raio de ação. Ao mesmo tempo em que o Papa elevava suas súplicas pela paz, imensas multidões, se recrudesciam nas Malvinas e nas Geórgias na luta depois do desembarque britânico em diversos pontos de seus territórios.
Depois de várias semanas de conflito aéreo e naval – 33 dias - foi na madrugada do dia 21 de Maio de 1982 iniciado a operação chave, e final do conflito no Atlântico Sul; foi neste dia que desembarcou em terra a artilharia e os fuzileiros navais britânicos nas ilhas.
A operação terrestre os ingleses dispuseram de cerca de 7.000 homens iniciando uma série de combates que conduziram a rápida ocupação do arquipélago e em sua totalidade.
No dia 14 de junho as forças britânicas pressionaram com uma latente superioridade em armamentos e em efetivos humanos, nas cercanias de Puerto Argentino, capital malvinense.
Ao chegar a tarde desse dia, o Estado Maior Conjunto argentino veio a revelar o comunicado 163, cujo texto dizia: "O Estado Maior Conjunto comunica que o comandante da força de tarefa britânica, general Moore, reuniu-se com o comandante militar das Malvinas, general de brigada Mario Benjamín Menéndez, hoje, 14 de Junho de 1982 às 16 horas. Nesse momento, na zona de Puerto Argentino, há um combate sendo travado, não sendo vencido por nenhuma das duas partes".
No mesmo dia 14, por volta da meia-noite, foi firmada a Ata Final de Rendição do comandante das forças argentinas de ar, mar e terra, general Menéndez, ante o general J. J. Moore como representante do governo britânico. O general Menéndez, ao firmar, grifou a palavra "incondicional" que seguia a de "rendição", e outra que ficou ilegível.
Desde a assinatura da Ata de Rendição em 14 de Junho de 1982, como resultado do conflito armado, a situação político-jurídica com o Reino Unido pela posse do Arquipélago e seus arredores não tem mudado substancialmente.
A Argentina continua pleiteando em todos os foros internacionais seus direitos à soberania destes territórios e sua intenção de reiniciar as negociações bilaterais; mas as mesmas se vêem paradas, dado que o governo inglês se mantém inflexível em sua posição de não aceitar proposições partindo do governo argentino quanto à questão da soberania, uma vez que se afirma em sua conhecida tese que o futuro das ilhas deve ser resolvido pelos ilhéus.

BIGNONE: O ÚLTIMO PRESIDENTE MILITAR
Reynaldo Benito Bignone, tenente general, foi o último chefe do chamado "Processo deReorganización Nacional". Havia sido o secretário geral do Exército e chefe do Colégio Militar. Sucedeu Leopoldo Fortunato Galtieri em meio à profunda crise que se potencializou no regime após a derrota nas Malvinas. Seu primeiro ato de governo foi por fim às restrições que impediam o funcionamento dos partidos políticos.
Teve a seu cargo a negociação com a Multipartidaria, criada para pressionar e negociar a saída institucional. Como parte dessa tarefa, em agosto de 1982 aprovou o estatuto dos partidos políticos. A abertura para a democracia também foi acompanhada com mobilizações populares como a de 16 de dezembro, chamada “la Marcha del Pueblo” e coroada com o assassinato do operário Dalmiro Flores.
O governo de Bignone se estendeu até dia o 10 de dezembro de 1983 quando entregou o cargo ao presidente Raúl Alfonsín. Durante sua gestão se realizaram greves e foram repetidas as denúncias sobre as graves violações aos direitos humanos cometidas desde 1976. Teve em seu cargo a formulação e a publicação da lei de auto anistia, com o propósito de impedir futuras ações legais contra os responsáveis por esses feitos, aprovada tão prontamente, assim que chegou ao congresso. Muito depois Bignone foi um dos militares detidos para a investigação sobre o roubo de bebês durante a ditadura, um delito que não prescreve ou não foi possível de se provar. Por razões de idade cumpria prisão domiciliar, situação em que se encontrava no ano 2000.

CONCLUSÃO
A partir de 1976 houve um plano na Argentina, perfeitamente orquestrado para seqüestrar, torturar e matar aquelas pessoas que eram detidas sob acusação de subversão - e outros tipos de acusações estranhas e mesmo duvidosas -, assim como ocorreu no Brasil, somente por terem idéias diferentes ou que significavam de alguma maneira um inimigo, um subversivo etc.
Estas pessoas não eram postas a disposição da justiça, eram levadas a centros clandestinos de detenção, torturados de diversas maneiras e algumas logo assassinadas decidindo assim, a junta militar, a vida e a morte da sociedade Argentina. Isso também ocorreu à guerra das Malvinas, guerra que foi decidida durante 74 dias desde o inicio do conflito, matou 255 britânicos e 649 argentinos e habitantes das ilhas; tudo isso realizado por um general e por sua Junta que só queriam perpetuar-se no poder, mandando garotos de 18 anos a um lugar inóspito, com um armamento deficiente, para lutar contra soldados experts de longa data, que contavam com a ajuda dos Estados Unidos, do Chile e com mercenários dispostos a tudo.
O regime militar ditatorial queria se perpetuar no poder, impondo o medo, e a insegurança ao povo, mas esta ruiu e se mostrou frente às pessoas e a história como sendo um regime verdadeiramente falacioso.
Hoje as Ilhas Malvinas – ou Falklands para fazer uso do termo britânico - possuem um PIB dez vezes maior do que possuíam em 1982, os britânicos depois da guerra investiram em infra-estrutura e em aéreas consideradas estratégicas na ilha – bem como a instalação de uma base militar – como rodovias e um aeroporto, melhorou as vias de comunicação e o sistema de docas flutuantes. A exploração turística da região recebeu também fortes investimentos. A população aumentou de 1.800 para 2.400 habitantes (levantamento feito pela BBC em 2002, ano que se completou 20 anos do conflito). E são a lã e a pesca – além do mencionado ramo turístico - as suas principais atividades econômicas que possuem como destino os mercados de paises como a Espanha, a Inglaterra e o Chile.

BIBLIOGRAFIA
Bunge, Alejandro – Uma nueva Argentina. Buenos Aires: Hyspanoamerica, 1984.
David, Rock. Argentina 1516-1987: Desde la colonización española hasta Alfonsín. M&C Books.
Enciclopedia Temática Ilustrada.- Barcelona España: Editorial Grupo Océano, 1995. 1233 Páginas.
Sabato, Ernesto. La dictadura, Testimonios y documentos – Buenos, Aires Argentina: 1999. 162
Páginas.
Sabato, Ernesto – La dictadura Argentina – Buenos Aires, Argentina: 1999. 225-255. 517-552
Páginas.

Na Internet
http://www.lamancha.com.ar/desaparecidos
http://www.madres.org
http://www.nuncamas.org
http://www.bbc.co.uk/portuguese
Microsoft Encarta 2002.
Amilson Barbosa Henriques
Fonte: www.educadores.diaadia.pr.gov.br
Guerra das Malvinas

Aguerra travada entre a Argentina e o Reino Unido pela soberania das Malvinas.
Após esses anos, busca-se apresentar um panorama do conflito ocorrido bem como da situação atual dos relacionamentos.

As Ilhas Malvinas ou Falkland são um arquipélago composto de duas ilhas principais (Ilhas do Leste e Oeste) e mais 778 ilhas menores, com uma área de 12.173 km2 . O arquipélago, situado no Atlântico Sul, está a 640 km ao leste da costa sul da Argentina e a 12.800 km do Reino Unido. A capital, Port Stanley, situa-se na Ilha do Leste e concentra grande parte dos 3.000 habitantes 1 .
A soberania sobre esse território foi objeto de disputa numa guerra travada em 1982 entre Argentina e Reino Unido. No dia 2 de abril de 2007, foram completados 25 anos desse enfrentamento, que durou 74 dias (de 02 de abril a 14 de junho de 1982) com 649 argentinos, 255 britânicos e 3 habitantes das ilhas mortos em combate. Atualmente, as ilhas são um território britânico administrado por um Governador nomeado pela Rainha. A presente análise busca apresentar um histórico e um panorama do conflito ocorrido e da situação atual das Ilhas.

Dados Históricos das Ilhas
Guerra das Malvinas Os primeiros dados históricos das Ilhas datam do século XVI. Em 1502, o navegador Américo Vespúcio teria avistado as ilhas pela primeira vez. Fernão de Magalhães 2 , a serviço da coroa espanhola, segundo dados do governo argentino, teria descoberto as ilhas em 1520 quando da passagem da sua expedição pela região. Contudo, segundo o site oficial do governo das Ilhas Falklands, este fato teria ocorrido em agosto de 1592 com capitão inglês John Davis a bordo do navio Desire. O estreito entre as ilhas maiores foi batizado com o sobrenome do tesoureiro da Marinha Real Inglesa, Visconde Falkland, pelo capitão John Strong, primeiro navegador a desembarcar no arquipélago3 .
A partir da descoberta, franceses, espanhóis e ingleses estiveram presentes na região, num período marcado por intensa rivalidade comercial. Os franceses estabeleceram uma base na Ilha do Leste (Port Louis) 4 por volta do ano de 1764 e os ingleses, que desde 1740 já tinham intenção de estabelecer sua base nas Ilhas o fizeram em 1766 com John MacBride, em Port Egmont. Franceses e ingleses ignoravam a presença um do outro no arquipélago.
Entretanto, a convivência inglesa, francesa e espanhola nunca foi tranqüila. Com o Tratado de Utrecht de 1713 , a Espanha reafirmou seu controle na América, inclusive nas ilhas, dada a sua posição estratégica no Atlântico Sul. Invocando esse tratado em 1767, a Espanha protestou contra a presença francesa nas ilhas e negociou a sua saída em troca de dinheiro. Um governo espanhol foi então estabelecido no local sob a jurisdição do Capitão-Geral de Buenos Aires.
Em 1770, a Espanha expulsou os britânicos de Port Egmont mobilizando sua força naval que se encontrava em Buenos Aires. Contudo, os interesses coloniais britânicos fizeram com que houvesse certa resistência nesse processo e uma troca de declarações entre o Reino Unido e a Espanha restaurou o controle britânico sobre Port Egmont em 1771. Na declaração, a Espanha restituía Port Egmont para salvar a honra do rei do Reino Unido, mas guardava sua soberania sobre o restante da ilha. A reivindicação britânica da soberania sobre o arquipélago continuou mesmo depois dessa declaração e da sua saída (por volta do ano de 1774) para tratar de assuntos relacionados a suas colônias (em especial os Estados Unidos, que através de uma guerra conseguiu sua independência em 4 de julho de 1776).
Outro processo histórico que afetou as relações das ilhas com os outros países foi a independência da Argentina do governo espanhol, ocorrida no ano de 1816. Desde então, a Argentina buscou firmar sua soberania sobre as ilhas através da indicação de governadores, legislação sobre os recursos pesqueiros e concessões territoriais.
Essa afirmação da soberania argentina sobre a região causou desconforto para o Reino Unido que, depois de um período de relativo afastamento, protestou contra o controle argentino, reacendendo seu interesse pela região.
Um atrito com os Estados Unidos ocorreu nessa época (1831), quando barcos pesqueiros estadunidenses desrespeitaram o decreto do governador das Ilhas, Louis Vernet, que proibiu barcos de caça de baleias e leões-marinhos na região. A tripulação dos navios foi presa e as três embarcações apreendidas, levando os Estados Unidos a retaliarem as ações argentinas através de saques aos assentamentos e destruição de fortes.
Nos anos seguintes, assistiu-se a uma intensificação das ações britânicas no sentido de afirmar sua soberania sobre as ilhas. Assim, o ano de 1833 foi crítico para o domínio argentino: dois navios de guerra britânicos chegaram às Malvinas para conquistá-las, dando um prazo de 24 horas ao controlador das ilhas, José Maria Pinedo, para se render. Ele de fato se rendeu, visto que não possuía fortes e munição para resistir.
Em 1834, Henry Smith foi nomeado o primeiro governador britânico das ilhas, criando, assim, as condições para o povoamento, ocorrido especialmente durante a década de 1840. Foi durante essa década também que houve a mudança da capital de Port Louis para Port Stanley (1842) e a mudança de status das ilhas, que passaram para os domínios da Coroa Britânica pela Rainha Vitória (1843).
Em 1852, com a criação das Falklands Islands Company, a Rainha Vitória estimulou um grupo de investidores a desenvolver a economia das Ilhas.
O que se seguiu a partir de então foi uma intensa disputa diplomática entre Argentina e Reino Unido acerca da soberania do arquipélago, especialmente a transferência dessa soberania para a Argentina.
No século XX, já na década de 1960, a Argentina protestou contra a posição britânica de garantir a independência das Ilhas em resposta à Resolução 1514 da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que pedia o fim do colonialismo. Isto porque não era do interesse da Argentina garantir essa independência.
Através da Resolução 2065, de 1965, da Assembléia Geral, a ONU incentivou os dois países a estabelecerem negociações sobre a questão, o que aconteceu nos anos de 1966 e 1967, quando então o governo britânico declarou que se recusava a transferir qualquer medida de soberania aos argentinos e que respeitaria o interesse dos cidadãos locais de não querer tal transferência.
Em 1971, essa posição foi amenizada com a assinatura de um Acordo de Comunicação por meio do qual a Argentina proveria comunicação às Ilhas. Contudo, esse país sempre marcou sua posição no sentido de se buscar negociar a soberania das Malvinas o que sempre foi recusado pelo Reino Unido. Essas posições tão polarizadas levaram os dois países a retirarem seus embaixadores de suas respectivas capitais em 1976: a Argentina em protesto contra a presença de um navio de guerra britânico (o HMS Shackleton) na região e a não discussão da soberania, e o Reino Unido em resposta à atitude argentina. Essas ações levaram a uma suspensão das relações diplomáticas entre ambas por três anos, até 1979, quando houve o retorno dos embaixadores às suas representações.
O ápice desse conflito deu-se com o enfrentamento militar entre Argentina e Reino Unido no ano de 1982.

Dados Históricos da Guerra
O momento histórico da guerra se dá em torno dos interesses do General Leopoldo Galtieri de chegar à presidência argentina. Em troca do apoio da Marinha à sua eleição, ele apoiaria uma ação para recuperar as Ilhas. Ele de fato tornou-se presidente e, meses depois, iniciou a guerra.
Um episódio envolvendo trabalhadores argentinos – entre janeiro e março de 1982 - contratados para desmontar navios nas ilhas Geórgia do Sul (próximas às Malvinas) serviu de argumento para o Reino Unido mandar o navio Endurance para o Atlântico Sul com a missão de expulsar os argentinos da Geórgia do Sul. Tal fato, na percepção argentina, consolidaria as posições britânicas na região, o que levou a Argentina a mandar o navio Bahia Paraíso, antecipando os planos de ocupação das Malvinas.
No dia 02 de abril de 1982, os argentinos desembarcam nas Malvinas dando início à guerra e pondo fim às relações diplomáticas entre os dois países. A Argentina que esperava apoio dos Estados Unidos e não esperava uma resposta militar britânica, chegou a mobilizar um contingente de 10 mil soldados. A percepção argentina desses fatos era de que: do ponto de vista britânico, talvez não houvesse disposição de atravessar os quase 13 mil km que separa o Reino Unido do arquipélago para travar uma guerra; do ponto de vista dos Estados Unidos, sua política de apoio às ditaduras militares na América Latina talvez tenha levado o governo militar argentino a esperar esse apoio.
Na prática, essas percepções mostraram-se equivocadas. Os Estados Unidos apoiaram o Reino Unido, e este não só respondeu militarmente à ocupação argentina deslocando seu contingente militar, como também demonstrou sua superioridade, tanto do ponto de vista da utilização de equipamentos modernos, quanto da logística e do treinamento daqueles que lutavam.
A Argentina conseguiu resistir bem aos ataques enquanto o contingente britânico era baixo. A partir do desembarque e do avanço terrestre das forças britânicas, no início de maio, apoiados por artilharia aérea e naval, rumo a Port Stanley, a resistência argentina foi cada vez mais difícil.
Ressalte-se, contudo, que as forças aéreas argentinas desempenharam um papel relevante na resistência contra os britânicos, mas não foram suficientes para decidir a guerra em seu favor.
A Marinha Real Inglesa também mostrou sua superioridade, pois obrigou um recuo argentino com a ampliação da Zona de Exclusão Total para 20km da costa argentina, em 07 de maio. Tal fato significava que qualquer navio que trafegasse sem autorização nessa zona poderia ser atacado.
A vantagem militar britânica (a Argentina contava basicamente com uma vantagem geográfica, dada a sua proximidade com as Malvinas) foi decisiva para que, em 9 de junho, os britânicos tivessem as tropas argentinas concentradas em torno da capital Port Stanley. A batalha pela tomada da capital durou até 14 de junho por causa da resistência argentina. Nesse dia, as tropas britânicas conseguiram entrar na cidade. Em seguida, houve encontro de representantes dos dois lados para discutir os termos da rendição argentina.
Como resultados da guerra ocorreram: a permanência do domínio britânico sobre as Ilhas até hoje, o adiantamento do fim do regime militar argentino, já que no dia 17 de junho o General Galtieri foi obrigado a deixar o poder e a ajuda na consolidação do governo britânico de Margareth Thatcher (1979-1990).
Do ponto de vista argentino, com o fim do regime militar, ocorreram eleições democráticas em 30 de outubro de 1983. Raúl Alfonsín (1983-1989) foi o vencedor e assumiu no dia 10 de dezembro. Do ponto de vista britânico, a possibilidade de perda de um de seus domínios aliada à baixa popularidade da administração Thatcher, fez com que a Primeira-Ministra utilizasse essa guerra para ganhar resultados políticos internos. Com a vitória e a alta popularidade adquirida, ela foi reeleita nas eleições de 9 de junho de 1982.

Os interesses em jogo
A soberania das Ilhas é o tema central do conflito entre Argentina e Reino Unido. Entretanto, a posição britânica é de não discutir o assunto. Eles invocam seu domínio sobre o local com base em argumentos históricos como os já apresentados. Ainda que tenham se retirado do local, não desistiram da soberania. Ademais, invocam o fato de a população ser britânica e não desejar transferir sua soberania aos argentinos.
Na mensagem de Natal de 2006 enviada às Ilhas, o Primeiro-Ministro Tony Blair defendeu o direito de autodeterminação do arquipélago e garantiu a defesa desse direito, bem como a segurança das ilhas. Terminou a mensagem afirmando a soberania britânica, mas mostrou disponibilidade para superar os desafios diplomáticos com a Argentina para estabelecerem um relacionamento cooperativo em áreas de interesse comum, especialmente a segurança e a prosperidade do arquipélago.
Os argentinos, por outro lado, argumentam que chegaram nas Ilhas justamente quando da ausência britânica e que, como ex-colônia espanhola, “herdou” o território com sua independência.
Nas disposições transitórias da Constituição argentina, foi declarado que “a Nação Argentina ratifica sua soberania legítima e imprescritível sobre as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul e espaços marítimos e insulares correspondentes, por ser parte integrante do território nacional. A recuperação dos ditos territórios e o exercício pleno da soberania, respeitando o modo de vida dos seus habitantes em conformidade com os princípios de Direito Internacional, constituem um objetivo permanente e irrenunciável do povo argentino".
No dia 02 de abril de 2006, na comemoração do Dia dos Veteranos da Guerra das Malvinas, o presidente argentino Nestor Kirchner afirmou que “nosso povo tem em comum o empenho de recuperar a soberania de nossas ilhas. Por isso hoje, mais uma vez, reiteramos nossa vontade de retomar o diálogo com o Reino Unido. Será um diálogo entre democracias destinado a encarar e a resolver uma controvérsia que está afetando nossas relações (...)”. Nesse ano, o tom das declarações foi o mesmo e o Vice-Presidente Daniel Scioli declarou que as Malvinas “são, sempre foram e serão argentinas”.
O atual Ministro das Relações Exteriores argentino, Jorge Taiana, afirmou que o governo Kirchner está empenhado em “buscar com maior firmeza” a soberania sobre as Ilhas e que está “tomando várias medidas ao mesmo tempo, e uma delas é recordar ao mundo que os ingleses não estão cumprindo sua parte [negociar a soberania das Malvinas]”. Como foi dito, o governo britânico não está disposto a discutir o assunto e, por isso, a Argentina busca pressioná-lo através de órgãos multilaterais, como a ONU, por exemplo. No dia 22 de janeiro, Jorge Taiana encontrou-se com o Secretário Geral Ban Ki-Moon e pediu para que ele promova a retomada de um diálogo bilateral com o Reino Unido sobre a soberania do arquipélago.
O governo das Malvinas afirma o princípio da autodeterminação, baseado na Carta da ONU, na sua relação com o Reino Unido e garante a liberdade de escolha do seu governo para os seus cidadãos. Todavia, afirma que a soberania sobre o arquipélago é exercida por aquele país.
A Argentina não aceita a tese da autodeterminação levantada pelo Reino Unido e pelas Ilhas. Isto porque a invocação de tal princípio por parte dos habitantes causaria a “quebra da unidade nacional e da integridade territorial” argentina, já que, na sua visão, o arquipélago é território argentino. Estas tentativas seriam, portanto, incompatíveis com a Carta da ONU.
Contudo, pode-se pensar também em outros condicionantes dos interesses desses países sobre as Ilhas ligados à sua posição geográfica e aos recursos naturais.
Pesquisas recentes mostraram que o arquipélago tem um potencial petrolífero ainda pouco explorado, principalmente ao redor da costa. Seis poços foram furados em 1998, mas isso é muito pouco segundo dados do governo local, já que existem muitas bacias não exploradas e não perfuradas.
Esses dados indicam ainda que a região em que foi criada Área de Cooperação Especial (SCA, sigla em inglês) com a Argentina, a oeste das ilhas, parece não ser muito rica em petróleo, já que a concentração das operadoras está principalmente ao norte, ao leste e ao sul das ilhas. Entretanto, como as pesquisas estão muito recentes na área, não existem dados precisos da concentração do mineral. Caso se comprove que a concentração está localizada na área de atuação das operadoras e não na área de cooperação, este tema poderá causar atrito entre Argentina, as Ilhas e o Reino Unido. Contudo, ressalte-se, tudo isso dependerá de um aprofundamento nas pesquisas.
Existem ainda explorações de ouro e diamante. Todavia, os avanços nessa área dependem de maiores investimentos num mapeamento aeromagnético do arquipélago capaz de indicar a concentração desses minerais. Segundo dados do governo, em 2006 foram gastos cerca de 3 milhões de libras nessa área.
Como foi dito, as pesquisas e explorações em todas essas áreas são muito recentes. O aprofundamento do conhecimento desses recursos poderá afetar o relacionamento entre Argentina e Reino Unido, uma vez que essas são áreas de interesse desses atores ligadas a assuntos que podem gerar conflito. De qualquer forma, para as Ilhas, essas explorações poderão gerar riqueza e trazer investidores e com isso movimentar sua pequena economia baseada em pesca para exportação, turismo e lã . Prova disso, são as políticas adotadas para atrair e facilitar a vinda desses investidores.
Do ponto de vista geográfico, o arquipélago está muito bem localizado no Atlântico Sul o que gera interesse desses dois países em controlá-lo. Pode-se pensar, como hipótese, que a preocupação Argentina com a soberania britânica das Malvinas decorre de uma preocupação com uma presença britânica próxima do seu território. É preciso lembrar que o Reino Unido é o responsável pela defesa das ilhas e para tanto mantém um aparato militar para, segundo o governo, evitar uma repetição dos acontecimentos de 1982.
Do ponto de vista britânico, a posição geográfica do arquipélago pode significar que o Reino Unido garante uma posição na região, não do velho ponto de vista colonialista, mas sim, de exploração de uma posição estratégica e logística no Atlântico Sul.
Entretanto, essas são apenas hipóteses que só poderão ser testadas na medida em que os dois governos disponibilizarem informações que permitam confirmá-las.

A situação atual do relacionamento entre Argentina e Reino Unido
As relações diplomáticas entre os dois países, rompidas com a guerra de 1982, só foram restabelecidas com as Declarações Conjuntas de Madri de 1989 e 1990. Adotou-se uma fórmula de salvaguarda de soberania e jurisdição que garante a soberania britânica sobre o local, mas permite um relacionamento harmonioso em outras áreas. Essa salvaguarda vale para as relações bilaterais entre os dois países, bem como para as relações com terceiros.
Contudo, a posição do governo argentino sobre essa salvaguarda é de vê-la como algo provisório, criada apenas para estabelecer um modus vivendi para essa controvérsia, mas isso servirá apenas para uma posterior rediscussão do tema. Isso vem de fato acontecendo, principalmente com a tentativa de pressionar o Reino Unido através de órgãos multilaterais. Os britânicos, como foi dito, não aceitam discutir o tema.
A relação das Malvinas com o continente não é muito boa, mas o governo local voltou a “aceitar a entrada de argentinos no lugar em 1999”, segundo informa a BBC Brasil.

Referência
Argentina – Constituição - http://www.argentina.gov.ar/argenti na/portal/documentos/constitucion_n acional.pdf
BBC Brasil - http://www.bbc.co.uk/portuguese/in dex.shtml
Departamento de Recursos Minerais - http://www.falklands-oil.com
Governo das Ilhas Falkland (Malvinas) - http://www.falklands.gov.fk
Guia da Guerra das Malvinas - http://www.bbc.co.uk/portuguese/no ticias/2002/020329_guiamalvinasag.shtml
Military Power Review - http://www.militarypower.com.br
Ministério das Relações Exteriores – Argentina - http://www.mrecic.gov.ar/
ONU - http://www.un.org
Primeiro-Ministro Grã-Bretanha - http://www.pm.gov.uk

Fonte: www.pucminas.

 

 

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