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Karl Mark

TEORIA POLÍTICA I

REVOLUÇÃO E CONTRA REVOLUÇÃO KARL MARX

A ALEMANHA NA FASE DA REVOLUÇÃO

                   Após a conclusão do primeiro ato revolucionário do continente europeu, o partido evolucionário continental foi derrotado. Os rápidos movimentos de 1848 não foram obra de simples indivíduos, mas manifestações espontâneas e irresistíveis de necessidades nacionais seguidas por numerosas classes em todo país.

                   A composição das diferentes classes que constituem a base de toda a organização política, era na Alemanha mais complicada do que noutros países. Enquanto na Inglaterra e na França o feudalismo estava totalmente destruído, ou pelo menos reduzido a proporções muito insignificantes, por uma poderosa e rica classe média concentrada em grandes cidades e particularmente na capital, a nobreza feudal prevalecia com uma enorme quantidade dos seus antigos privilégios.

                   A grande massa da nação, que não pertencia à nobreza nemà burguesia, estava onstituída nas cidades pelos pequenos comerciantes, lojistas e trabalhadores, e no campo, pelo aldeões.

                   O desenvolvimento da classe trabalhadora, no aspecto social e político estava muito distante do da Inglaterra e França, houve um certo desencontro no desenvolvimento e na articulação das classes, até que se chegou ao desmembramento político que houve na Alemanha.

O ESTADO PRUSSIANO

Os príncipes menos influentes da Alemanha em parte se asseguraram contra uma supremacia da Áustria e da Prússia, para unir fortemente as províncias que estavam sob as suas ordens. A Dieta da Confederação era um simples foguete para usurpar a sua independência como estados soberanos e também servia para frear toda oposição. Para completar a confusão das idéias reinantes na Alemanha,
a partir de 1830, com estes elementos de oposição política estavam misturados, compêndios mal interpretados, da filosofia alemã das universidades e investigações mal dirigidas acerca do socialismo francês, especialmente do sansimonismo; o grupo de escritores que se ocuparam com esta heterogênea confusão de idéias designava-se presumidamente a si mesmo como a “Jovem Alemanha” ou a “Escola Moderna”. Em 1848 a Alemanha encontrava-se às vésperas de uma revolução e essa revolução teria estalado então com toda certeza se a Revolução Francesa de fevereiro não a tivesse detido.

O RESTANTES ESTADOS ALEMÃES

                   Mesmo considerados como Estados inferiores desde os movimentos revolucionários de 1830, tinham-se mantido completamente sob a ditadura do Dieta, isto é, da Áustria e da Prússia, foram
estabelecidas constituições como mão de defesa contra as ordens dos Estados e como meio para unir as Assembléias Provinciais.

                   A religião católica, como acontecia na Alemanha em 1845 e em todos os Estados, eram consideradas como uma parte da lei do território.

                   De forma em geral o estado da Prússia e dos pequenos Estados nos fins de 1847 era o seguinte:

         A classe média, apercebendo-se da sua força e decidia a não sofrer por mais tempo os entraves que limitavam e entorpeciam as suas transações comerciais, a sua produtividade industrial e a sua ação de classe com o despotismo feudal e burocrático; uma parte da nobreza rural transformada em produtora, oferecendo os seus artigos no mercado e, com a mesma igualdade de interesses, partilhando a sua causa da classe média; as classes marcantes inferiores descontentes, sem poderem
desembaraçar-se dos tributos e obstáculos lançados na marcha dos seus negócios, mas sem nenhum plano definido de reformas que pudessem assegurar a sua posição dentro do organismo social e político; os artesãos oprimidos aqui pelas exacções feudais e ali pelos prestamistas, pelos
usuários e pelos procuradores; a classe trabalhadora doas cidades participando no generalizado.

ÁUSTRIA

                   A Áustria permaneceu quase oculta até Março de 1848. O governo se apoiava em 2 princípios fundamentais: manter a zona de diferentes nações sujeita a lei prussiana e em relativa separação com os demais, e contar com o seu apoio com as duas classes sociais, a dos senhores feudais e a dos grandes capitalistas dedicados à especulação. Não havia uma única classe que estivesse contente, nem que pudesse agradecer ao governo a mais pequena concessão, porque, se este conseguia dar alguma, não era a custa dos fundos do tesouro, que não podia, mas as expensas da aristocracia e do clero, porque os grandes banqueiros e os possuidores dos fundos públicos, em face dos últimos acontecimentos na Itália em virtude da crescente oposição da Dieta da Hungria e do dissolvente espírito de descontentamento geral e o constante grito de reforma, tudo isso a impor-se contra o império, não acreditavam que este se encontrasse suficientemente capaz de fortalecer a sua fé e assegurar a solidez e a solvência do império austríaco.

A INSURREIÇÃO DE VIENA

                   Em 13 de Março de 1848 o povo de Viena derrubou do poder o príncipe Metternich e obrigou-o a fugir vergonhosamente do território. A Revolução de Viena, foi realizada pelo desejo quase unânime de todos. A burguesia, os pequenos industriais e os trabalhadores se voltaram contra o governo, a revelação fez com que a classe média fosse moralmente a mais predominante, camponeses gozavam  de liberdade absoluta e os seus trabalhos foram coroados de êxito na Áustria mais do
que em nenhuma outra parte da Alemanha. E se a Áustria se encontra tranqüila nesse momento, isso se deve principalmente a imensa maioria do povo, através da revolução.

A INSURREIÇÃO DE BERLIM

                   Berlim foi o segundo centro do movimento revolucionário, embora não encontrasse apoio unânime como encontrou em Viena. Houve uma Revolução em fevereiro que manifestou-se como uma
revolução das classes dos trabalhadores contra a classe média: proclamava o desaparecimento desta e a emancipação dos trabalhadores.

                   Os camponeses prussianos, como na Áustria, aproveitam a revolução para sacudir a própria opressão feudal. A classe média se voltou contra os seus antigos e inseparáveis aliados; resultou de tudo isso que ao fim de três meses de emancipação, após as execuções militares que particularmente se realizavam na Silésia, o feudalismo restabelecido e patrocinado pela anti-feudal burguesia que antes se impunha.

A ASSEMBLÉIA NACIONAL DE FRANKFURT

                   Depois das vitórias populares de Viena e Berlim, foi decidido que houvesse uma Assembléia representativa para toda Alemanha. Esta corporação foi eleita e reuniu-se em Frankfurt ao lado da
antiga Dieta federativa. O povo esperava que a Assembléia Nacional alemã decidisse o verdadeiro critério de todos os pontos submetidos a controvérsia e que atuaria como suprema autoridade legislativa em toda Conferência Germânica.

                   Mas ao mesmo tempo a Dieta que a tinha convocado não determinou as suas atribuições, ninguém sabia, por conseguinte, se os seus direitos tinham força de lei ou se, pelo contrário, necessitava da sanção da Dieta e dos próprios governos. A Assembléia também seria a oportunidade de acabar com a divisão territorial da Alemanha.

CHECOS, POLACOS E ALEMÃES

                   A questão da nacionalidade e do fenômeno da confusão em todos os distritos foi a socialização de algumas classes a partir do trabalho, e com isso deu-se que o crescimento da população deu-se que o crescimento da população tornou-se motivo de fundação de cidades nesta região e a fabricação de artigos ficou monopolizada pelos judeus, que eram mais alemães do que eslavos. Mas, como muitas vezes acontece, a agonizante nacionalidade Checa, que vinha morrendo na história em
conseqüência dos fatos assinalados desde há quatro séculos, fez em 1848 um último e supremo esforço para reconquistar a sua primitiva nacionalidade.

O PAN-ESLAVISMO. O CONFLITO SCHLESWING-HOLSTEIN

                   Enquanto o governo alemão era mal visto em todos os lados, os governantes alemães, liberais e constitucionais, esfregavam as mãos de alegria. Tinham conseguido sufocar os movimentos da Polônia e da Boêmia e em todos os lados fizeram reviver as antigas animosidade nacionais, que anteriormente tinham impedido toda a inteligência entre a Alemanha, a Polônia e a Itália. Habituaram o povo às cenas de guerra civil e à sua própria repressão através do militarismo. O exército prussiano na Polônia e o austríaco em Praga, voltaram a recuperar a confiança em si e, entretanto, o uperabundante patriotismo da revolucionária juventude dirigia-se a Schleswing e à Lambardia para ser reprimido pelas garras de aço do inimigo, enquanto o exército regular, o verdadeiro instrumento de ação da Prússia e Áustria, se colocava em condições de voltar a obter a confiança popular, pelas suas vitórias sobre
o estrangeiro.

A ASSEMBLÉIA DE FRANKFURT E A REVOLUÇÃO DE PARIS

                   Uma crise ministerial disfarçada seguiu-se autorizado pelo governo estabelecido pela Assembléia Nacional de Frankfurt, comandada pela Prússia, tendo como efeito um armistício com a Dinamarca. Esta forma infeliz de proceder excitou a indignação popular. Levantaram-se barricadas, mas tinham-se enviado já para Frankfurt tropas suficientes e, após seis horas de combates, a insurreição acabou por ser reprimida. Estes combates preliminares deram ao partido anti-revolucionário a única e
valiosa vantagem de que agora o governo que tinha nomeado por eleição popular, o governo imperial de Frankfurt e a Assembléia Nacional tivessem ficado desprestigiados aos olhos do povo.

 

 

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