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Expansão Territorial Brasileira

A partir do século XVI, por conta das frentes de penetração (Entradas e Bandeiras) e da União Ibérica (1580-1640), o Meridiano de Tordesilhas (1494) que partilhava o mundo entre Portugal e Espanha com a benção do espanhol Alexandre VI (Bula Inter Coetera), caduca. Após a restauração da soberania lusa, emergem na América Latina conflitos entre portugueses e espanhóis na região do Rio da Prata, e no Amapá com os franceses que buscavam ocupar toda a margem esquerda do Rio Amazonas.
A fundação pelos portugueses (1680) da Colônia do Santíssimo Sacramento (atualmente terras uruguaias) tem como contrapartida espanhola a fundação jesuítica dos Sete Povos das Missões (1687) e a ocupação da Colônia do Sacramento.A tentativa de amenizar os conflitos na América do Sul dão origem ao Tratado de Utrecht (1713), onde a França reconhece, no extremo Norte, o Oiapoque como limite entre a Guiana e o Brasil. No Sul os espanhóis devolvem a Colônia do Sacramento aos portugueses (1715).
Mas nem sempre a diplomacia consegue eliminar as disputas das populações locais e a latência das tensões, apesar da importância do Tratado de Madri (1750), onde Alexandre de Gusmão garantiu para Portugal, pelo princípio do usucapião (Uti Possidetes - a posse pelo uso), a legalização das incorporações territoriais luso-brasileiras, definindo o atual contorno do Brasil. Por este tratado, foi assegurada à Espanha a posse da Colônia do Sacramento, tendo sido garantida para os portugueses os Sete Povos das Missões.
A permanência dos conflitos na Região Platina, levam a alterações em 1761 do Tratado de Madri, com a assinatura do Tratado de Santo Idelfonso, cujos limites nunca foram demarcados, arrastando-se até 1801 (após a Guerra Ibérica entre Portugal e Espanha), quando o Tratado de Badajós incorpora definitivamente os Sete Povos das Missões à Portugal.
Região Platina O prolongamento durante o século XIX das tensões na Região Platina, onde se efetuava a comunicação com o Mato Grosso através dos rios, desencadearam em 1821 o maior conflito armado da América do Sul, representado pela Revolução da Cisplatina, destacando-se (sob o comando de Caxias) a Dezembrada e a Campanha da Cordilheira; a guerra contra as Províncias Unidas do Rio da Prata, que resultou no reconhecimento da independência do Uruguai (1828) através do Tratado do Rio de Janeiro; e na Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai (1864-1870), encerrada diplomaticamente pelo Tratado de Assunção. A penetração de seringueiros (de origem nordestina) através dos rios Javari, Juruá e Purus, em territórios bolivianos e peruanos, originam conflitos armados que foram contidos pela abertura de negociações sob a direção do Chanceler Barão do Rio Branco com o Tratado de Petrópolis, onde o governo boliviano cede a região em litígio em troca de indenização e o compromisso da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O Tratado do Rio de Janeiro, assinado com o Peru, incorpora, definitivamente ao Brasil o atual Estado do Acre.

EXPANSÃO TERRITORIAL BRASILEIRA

Ampliação dos limites do território brasileiro que ocorre entre o descobrimento e o Tratado de Madri em 1750. Nesse período, o país tem sua área aumentada em mais de duas vezes. Essa expansão é decorrente do desenvolvimento econômico da colônia e dos interesses político-estratégicos da colonização.
Durante o século XVI, o povoamento colonial avança pouco, permanecendo restrito a áreas litorâneas do Nordeste e do Sudeste. A população branca é reduzida, não conhece o território e depara com a resistência de grande parte dos povos nativos a sua presença.
No século XVII, o incremento das atividades produtivas e a ação mais efetiva do Estado no combate à beligerância dos nativos e às ameaças dos invasores estrangeiros impulsionam o movimento do litoral para o interior. Na primeira metade do século, os bandeirantes paulistas seguem para o Sul à caça de índios aldeados pelos jesuítas nas missões do Paraná e Paraguai e, mais tarde, vão em sentido oposto, para Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, à procura de metais preciosos.
Do litoral do Nordeste saem expedições oficiais para o Norte, abrindo passagem para a Amazônia, onde começam a atuar missionários, comerciantes extrativistas e tropas de resgate especialistas em aprisionar índios nessa região. Estratégia semelhante é utilizada pelo Estado português no extremo sul. Para fixar a fronteira natural do Brasil no rio da Prata, é implantado, em 1680, um agrupamento militar, a Colônia do Sacramento, na margem esquerda do estuário, em frente de Buenos Aires. Entre o final do século XVII e o começo do XVIII é a pecuária bovina que se espalha pelo interior nordestino e mineiro, dividindo a extensa região ao longo das margens do rio São Francisco: de um lado, em direção a Piauí e Maranhão, o "sertão de dentro", e, de outro, em direção a Bahia, Pernambuco e Paraíba, o "sertão de fora".

Tratados de limites

Os caminhos abertos pela pecuária e por apresadores de índios, mineradores, comerciantes e missionários estendem o território brasileiro para muito além do estipulado no Tratado de Tordesilhas, de 1494. Essa linha dividia os domínios de portugueses e espanhóis na América do Sul na altura das atuais cidades de Belém, no Pará, e Laguna, em Santa Catarina. Até 1640, a expansão é facilitada pela União Ibérica, mas prossegue após a separação entre Portugal e Espanha.
Na segunda metade do século XVIII, Portugal e Espanha firmam vários acordos sobre os limites de suas colônias americanas. O primeiro e mais importante, o Tratado de Madri, é assinado em 1750 e reconhece, com base no princípio jurídico do uti possidetis (direito de posse pelo uso), a presença luso-brasileira na maioria dos territórios desbravados, em processo de ocupação e exploração.
No Norte e Centro-Oeste não há dificuldade em acertar limites praticamente definitivos, pelo pequeno interesse espanhol nessas regiões. Mas no Sul a negociação é conturbada. A Espanha exige o controle exclusivo do rio da Prata, pela importância econômica e estratégica, e aceita a Colônia do Sacramento em troca da manutenção da fronteira brasileira no atual Rio Grande do Sul. Para isso ordena que os jesuítas espanhóis e índios guaranis dos Sete Povos das Missões saiam de terras gaúchas. O trabalho de demarcação emperra na resistência indígena da Guerra Guaranítica, e a Espanha recua em sua proposta inicial. Do lado português, o governo do marquês de Pombal tenta aproveitar-se do impasse e assegurar a permanência portuguesa no rio da Prata. A Espanha reage e impõe o Tratado de Santo Ildefonso, em 1777, desfavorável aos interesses luso-brasileiros porque retira dos portugueses todos os direitos sobre o rio da Prata e também sobre a região dos Sete Povos das Missões.
O impasse é resolvido bem mais tarde, em 1801, com a assinatura do Tratado de Badajoz, que restabelece a demarcação acertada em 1750. Os hispano-americanos mantêm o domínio da região platina, e os luso-brasileiros recuperam a totalidade do atual território do Rio Grande do Sul, onde é fixada a fronteira sul do Brasil.

Até meados do séc. XVIII, não estavam bem estabelecidos os limites territoriais, pois os espanhóis não chegaram a demarcar as possessões ibéricas na América do Sul
Durante a união ibérica, ficou praticamente anulada a linha de Tordesilhas, enquanto várias bandeiras iam para o Sul e para o interior em busca de índios para escravizar.
Após a restauração portuguesa, houve a necessidade de estabelecer fronteiras => tratados com franceses e espanhóis

Entradas e Bandeiras

A versão mais aceita quanto a Entradas e Bandeiras: Entradas - patrocinadas pelo governo / Bandeiras - patrocinadas por particulares
São Vicente - centro irradiador - devido ao seu fracasso no açúcar (solo impróprio e maior distância da metrópole), os habitantes foram obrigados a procurar outras formas de sobrevivência: busca pelo sertão - riquezas minerais / tráfico de índios
Responsáveis pela ocupação da maior parte do Brasil atual
Nômades, geralmente mestiços
Freqüentemente destruíam missões para aprisionar índios
Durante o ciclo do ouro, dispersaram-se por MT e GO ao serem expulsos de MG
Ocupação do Sertão e Agreste
Principalmente pela PECUÁRIA
O gado era criado nas fazendas de açúcar, para transporte, moagem, alimentação. Com o tempo, o gado passou a destruir canaviais, causando prejuízo, além de ocuparem um espaço que poderia ser coberto pela cana.
1701 - Portugal proíbe a criação de gado perto do litoral, para dar mais espaço para a plantação de cana
Busca de novas pastagens - migração para o interior, principalmente de Maranhão

Ocupação do Norte

O principal fator de ocupação da região Norte foi a presença de franceses em regiões quase desabitadas do país, o que obriga o governo a promover expedições para ocupar e defender as terras. São fundados vários fortes, e, em torno destes, formaram-se cidades.
Apenas em 1615 os franceses são expulsos definitivamente
As Missões jesuíticas, aliadas à exploração das Drogas do Sertão, também tiveram grande importância na ocupação da região. Com a decadência do comércio de especiarias com o Oriente, a lacuna é em parte substituída pelas Drogas do Sertão. A obtenção destas era feita pelos índios, que conheciam bem a floresta, o local, as plantas. Mas, para isso, conquistaram-se os índios sob a desculpa da catequese.
Fonte:  www.culturaemtopicos.ig.com.br

EXPANSÃO TERRITORIAL BRASILEIRA

A União Ibérica, que se extendeu de 1580 a 1640, cumpriu um importante papel na construção do território brasileiro, qual seja, o de diluir as fronteiras estabelecidas pelo Tratado de Tordesilhas. Expandiu os limites territoriais tanto ao norte, com a conquista efetiva do Maranhão, quanto ao sul, alargando a fronteira na região platina.
Data também deste período o início da expansão territorial para o interior. Em 1580 foram organizadas as primeiras expedições dos bandeirantes em São Paulo. Essa frente de expansão territorial para os "sertões" - palavra então usada para aludir ao interior - prolongou-se por todo o período da dominação espanhola.
Data de 1585 a primeira grande bandeira para captura e escravização de índios no sertão dos Carijós, luta que levaria à ocupação gradativa do interior do Brasil e ao alargamento da faixa litorânea ocupada pelos portugueses no iníco do século XVI.

São também deste período, entre outras:

a conquista da Paraíba, em 1584 as guerras travadas contra os índios no norte da Bahia, atual Sergipe, em 1589 a bandeira a Goiás, em 1592 as primeiras incursões dos bandeirantes paulistas à região de Minas Gerais, em 1596 a bandeira apresadora de índios na região do baixo Paraná, em 1604.

Fonte: www.ibge.gov.br

DEFINIÇÃO

Processo de expansão da colonização para o interior do Brasil, ultrapassando os limites de Tordesilhas e ampliando o território brasileiro realizado nos séculos XVII e XVIII.

CONTEXTO HISTÓRICO

- o período do domínio espanhol (1580-1640) foi marcado pela expansão da colonização para o interior, pela conquista do litoral setentrional norte, pela expansão bandeirante e pela ocupação das terras além da linha fixada pelo Tratado de Tordesilhas.
- processou-se fundamentalmente de acordo com as necessidades econômicas da Colônia e de Portugal.

FATORES DA EXPANSÃO

- a expansão oficial: conquista militar do litoral setentrional e colonização do Amazonas. - a pecuária.
- o bandeirismo.
- a mineração.
- os jesuítas: missões.
- a Colônia do Sacramento.

A EXPANSÃO OFICIAL

· Conquista do litoral setentrional (acima de Pernambuco):
- através de tropas militares para expulsar os franceses e seus aliados indígenas que faziam entre si o escambo (pau-brasil, pimenta-nativa, algodão nativo).
· Colonização do Amazonas:
- através de tropas militares para expulsar os ingleses e holandeses que exploravam as “drogas do sertão” (cacau, baunilha, guaraná, cravo, pimenta, castanhas e madeiras aromáticas e medicinais) e de expedições exploradoras.

A PECUÁRIA

Ò responsável pela ocupação do sertão do Nordeste e do Sul.

Pecuária bovina no Nordeste

- avanço do gado rumo ao sertão.
- atividade econômica complementar: lavoura canavieira e mineração.
- funções para o engenho: alimento, força de tração animal e meio de transporte.
- inicialmente criado nos engenhos do litoral baiano e pernambucano, o gado penetrou para os sertões a partir do século XVII.
* Motivos do deslocamento do gado do litoral para o interior:
- crescente expansão da grande lavoura açucareira: o gado estragava as plantações de cana-de-açúcar
- necessidade de maior espaço para o plantio da cana: as terras deveriam ser usadas para o plantio de cana e não para pastagens.
- importância econômica inferior da pecuária.
* Ocupação do sertão nordestino: processo pecuarista de colonização e expansão do interior do Brasil.
- Rio São Francisco: “Rio dos Currais” Ò nas suas margens surgiram várias fazendas de gado.
- a fazenda de gado exigia pouco capital e pouca mão-de-obra.
- o trabalhador era geralmente livre: vaqueiro Ò recebiam um pequeno salário e um quarto das crias (após cinco anos de trabalho)
- o fazendeiro e vaqueiro mantinham um relacionamento amistoso e o vaqueiro, com o tempo, podia se tornar um fazendeiro (cabeças de gado que recebia e a abundancia de terras).
- muitas feiras e fazendas de gado deram origem a vários núcleos de povoamento: centros urbanos.
- o gado realizou a integração de diferentes regiões econômicas.
- atividade econômica voltada para o mercado interno.
- abastecimento da região mineradora: séc. XVIII.
- o couro: matéria-prima fundamental.
- diversificação econômica: couro, leite, carne.

Pecuária no Sul

- atividade complementar a da mineração: séc. XVIII
- gado muar e bovino: vivendo em estado selvagem desde a destruição de missões jesuíticas pelas bandeiras no século XVII.
- tropas de mula: abastecimento das regiões mineiras.
- estâncias (fazendas): fundadas por paulistas.
- produção de charque (carne-seca).
- os peões boiadeiros viviam submetidos à rigidez da fiscalização dos capatazes e jamais teriam condições de montar sua própria fazenda

BANDEIRISMO

Conceito

Expedições que penetravam no interior com o objetivo de procurar riquezas (índios para serem escravizados e metais e pedras preciosas).
Centro irradiador das Bandeiras
Capitania de São Vicente.

Motivo

A pobreza econômica da capitania devido ao fracasso da lavoura de exportação e o seu isolamento político.

Ciclos

- Ouro de Lavagem;
- Caça ao Índio;
- Ouro de Mina;
- Sertanismo de Contrato.

Ciclo do Ouro de Lavagem

- zona litorânea.
- Curitiba: Heliodoro Eobanos Ò ouro de aluvião.
- São Roque: Afonso Sardinha Ò ouro de aluvião.

Ciclo da Caça ao Índio ou de apresamento

Motivos

- necessidade de mão-de-obra.
- aumento da produtividade agrícola.
- as invasões holandesas no Nordeste provocaram a dispersão dos escravos.
- os holandeses dominaram áreas de fornecimento de escravos na África.

Características

- os paulistas passaram a apresar o índio para vendê-lo como escravo.
- missões jesuíticas: Tape, Itatim e Guairá Ò os índios já estavam aculturados, catequizados
- bandeirantes: Antônio Raposo Tavares, Manuel Preto.
- decadência: a partir da segunda metade do século XVII devido a extinção da maioria das missões e a reconquista do monopólio do tráfico negreiro pelos portugueses após a expulsão do holandeses do Brasil e da África.

Ciclo do ouro e do diamante

Motivos

- a decadência da economia açucareira; - o estímulo dado pela metrópole: financiamento, títulos e privilégios; - a decadência do apresamento do índio

Características

- áreas de exploração (prospecção): Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
- bandeirantes: Fernão Dias Pais, Antonio Rodrigues Arzão (descobriu ouro em Cataguases em 1693: primeira notícia oficial de descoberta de jazida de ouro), Antonio Dias de Oliveira (Ouro Preto), Borba Gato (Sabará), Bernardo da Fonseca Lobo (diamantes no Arraial do Tijuco: Diamantina), Pascoal Moreira (Cuiabá) e Bartolomeu Bueno da Silva Filho (Goiás).
- os bandeirantes utilizavam-se dos rios como caminhos naturais: pousadas e roça nas margens Ò povoamento Ò Tietê.

Monções

Expedições fluviais de abastecimento das longínquas e de difícil acesso regiões do Mato Grosso e Goiás

Ciclo do Sertanismo de Contrato

- Bandeiras contratadas por autoridades e senhores de fazendas, principalmente do Nordeste (BA e PE) para combaterem índios rebelados e negros dos quilombos.
- bandeirante: Domingos Jorge Velho Ò destruição do Quilombo dos Palmares.

COLÔNIA DO SACRAMENTO (1680)

- fundação de uma colônia portuguesa no estuário do rio da Prata, quase em frente a Buenos Aires.

Motivos

- a pecuária. - o comércio do couro. - o contrabando. - o interesse nas regiões mineradoras do Peru e Bolívia. - os interesses ingleses. · Reação Espanhola: - reação dos colonos de Buenos Aires e da Coroa Espanhola: invasões da Colônia do Sacramento e assinatura de tratados de limites.

Tratados de Limites e Formação de Fronteiras

Tratado de Lisboa (1681)

- a Espanha reconhecia a posse portuguesa da Colônia do Sacramento.

Tratado de Utrecht (1715)

- a Espanha é obrigada, mais uma vez, a ceder a Colônia do Sacramento para Portugal.

Tratado de Madri (1750)

- definia a posse, de direito e de fato, das terras efetivamente ocupadas por Portugal além dos limites de Tordesilhas.
- não houve participação da Igreja.
- princípio: uti possidetis, ita possideatis (quem possui de fato deve possuir de direito) Ò a terra pertence por direito a quem a ocupa Ò Alexandre de Gusmão.
- a Espanha reconhecia a posse portuguesa de todas as terras efetivamente ocupadas por portugueses além da linha de Tordesilhas e cedia a Portugal a região de Sete Povos das Missões (RS).
- Portugal devolveria à Espanha a Colônia do Sacramento.
- por este tratado, o Brasil assumiu, praticamente, sua atual configuração geográfica.

Guerras Guaraníticas

- revolta dos índios de Sete Povos das Missões liderados pelos jesuítas.
- motivos: os jesuítas não concordavam com a entrega de Sete Povos das Missões para os portugueses e os índios suspeitavam de uma possível ocupação de suas terras e da escravização.
- repressão portuguesa: a população de Sete Povos das Missões foi chacinada pela tropas portuguesas.

Tratado de El Pardo (1761)

- anulava o Tratado de Madri e a Colônia do Sacramento voltava para Portugal.

Tratado de Santo Ildefonso (1777)

- a Colônia do Sacramento e Sete Povos das Missões foram devolvidas para a Espanha.

Tratado de Badajós (1801)

- confirmava os limites estabelecidos pelo Tratado de Madri.
Fonte: www.vestibularseriado.com.br

A busca de mão-de-obra indígena, a pecuária e a mineração são atividades que resultam na expansão da ocupação portuguesa para áreas além dos limites do Tratado de Tordesilhas. Essa expansão é estimulada pela Coroa portuguesa velada ou abertamente.

Bandeiras

EXPANSÃO TERRITORIAL BRASILEIRA O apresamento de indígenas e a busca de metais e pedras preciosas são os principais objetivos das bandeiras. No início do século XVII, com Portugal sob domínio espanhol, a Holanda investe no comércio de mão-de-obra africana e desorganiza o tráfico português. O fluxo de escravos negros para algumas regiões da colônia diminui e renasce o interesse pela escravização do indígena. Quando o tráfico negreiro é regularizado, as bandeiras continuam, motivadas pela procura de metais e pedras preciosas.

As expedições

A capitania de São Vicente é o principal ponto de partida das bandeiras: grandes expedições, às vezes formadas por milhares de homens, que viajam pelo interior durante meses e até anos. Vão fixando acampamentos temporários para melhor explorar uma região – possibilidade de encontrar ouro, prata e pedras preciosas – ou preparar o ataque às tribos indígenas. Para o apresamento, os alvos principais são os aldeamentos jesuíticos. Estima-se que 300 mil índios são escravizados entre 1614 e 1639. As primeiras bandeiras são comandadas por Diogo Quadros e Manuel Preto, em 1606, e Belchior Dias Carneiro, em 1607.

Raposo Tavares

Em 1629, Antônio Raposo Tavares e Manuel Preto dirigem uma bandeira com 900 mamelucos e 2.200 índios. Eles destroem os aldeamentos jesuítas de Guayra, na atual fronteira com o Paraguai, aprisionando milhares de indígenas. Raposo Tavares faz uma outra grande bandeira entre 1648 e 1651: sai de São Paulo, alcança o Peru, desce o Amazonas até o Pará.

Pedro Teixeira

A bandeira de Pedro Teixeira sobe o rio Amazonas até Quito, em 1637. Retorna ao Pará em 1639 e é derrotado pelos índios com o apoio dos jesuítas em 1641.

Fernão Dias Paes

Conhecido como caçador de esmeraldas, a bandeira de Fernão Dias embrenha-se pelo interior do atual Estado de Minas Gerais, entre 1674 e 1681, em busca de ouro e pedras preciosas. Em outra expedição, vai às Missões, no sul, junto com Raposo Tavares.

Anhangüera

Bartolomeu Bueno da Silva, conhecido como Anhangüera, procura ouro no Brasil central. Chega ao rio Vermelho, sudoeste de Goiás, entre 1680 e 1682.

Pascoal Moreira Cabral

Parte de Sorocaba e atinge o Mato Grosso. Encontra ouro às margens do rio Coxipó-Mirim, em 1719.

Artur e Fernão Paes de Barros

A bandeira dos Paes de Barros parte de Cuiabá. Descobre ouro na bacia do rio Guaporé, no Mato Grosso, em 1731.

Domingos Jorge Velho

A bandeira de Domingos Jorge Velho dirige-se ao Nordeste do Brasil entre 1695 e 1697. Subjuga indígenas do Maranhão a Pernambuco e ajuda a exterminar o Quilombo de Palmares.

Ocupação do sertão

A pecuária desenvolvida nos engenhos de Pernambuco e Bahia contribui para o desbravamento do interior do Nordeste. O "sertão de fora", como é chamada a região próxima do litoral, é ocupado a partir de Pernambuco, da Paraíba e do Rio Grande do Norte, e os migrantes chegam até o interior do Ceará. O "sertão de dentro", mais para o interior, é ocupado a partir da Bahia. Os canais de acesso são os rios São Francisco, que leva ao sertão baiano e à região das minas, e Parnaíba, que permite chegar ao sul do Piauí e do Maranhão.

Amazônia

O ponto de partida para a ocupação da Amazônia é o Forte do Presépio, atual cidade de Belém, fundado em 1616 na baía de Guajará pelo capitão Francisco Castelo Branco. O extrativismo vegetal é o principal móvel de ocupação e povoamento da Amazônia. As chamadas "drogas do sertão", como o urucum, o guaraná e alguns tipos de pimenta, rendem bons lucros no mercado internacional e são alguns dos produtos monopolizados pela metrópole. À sua procura, milhares de pessoas internam-se na floresta e os vilarejos vão surgindo às margens dos rios. A região torna-se também fonte de mão-de-obra indígena, vendida nas principais praças do Nordeste.

Extremo sul

A expansão em direção ao sul, num primeiro momento, dirige-se por mar para o rio da Prata, porta de entrada para o interior do continente. Uma segunda rota de ocupação parte de Laguna e desce ao sul por terra. Em geral, é feita por paulistas que chegam ao pampa para "campear gado xucro", ou seja, montar estâncias com o gado introduzido na região pelos jesuítas e que se reproduz em grandes manadas sem donos quando os religiosos são expulsos do Brasil.

Colônia de Sacramento

A colônia de Sacramento, atual cidade de Colônia, no Uruguai, é fundada em 20 de janeiro de 1680, na margem esquerda do rio da Prata, praticamente em frente a Buenos Aires. O ponto é estratégico: permite o acesso por terra a toda a região do pampa e, por rio, para o atual Centro-Oeste do Brasil, Paraguai e Bolívia. Organizada pelos jesuítas, a colônia torna-se um dos centros da guerra de fronteiras entre portugueses e espanhóis. Tomada pelos espanhóis em 7 de agosto de 1680, é restituída aos portugueses pelo Tratado de Lisboa, assinado entre os dois países em 7 de maio de 1681.

Fundação de Montevidéu

Em 1726, os espanhóis (ou castelhanos, como os portugueses chamam os súditos do reino de Castela) fundam Montevidéu, a leste de Sacramento, também na margem esquerda do Prata, mas um pouco mais próxima de sua foz. Pretendem com isso diminuir a influência de Portugal na região dos pampas e ampliar o controle da navegação no Prata.

Fundação de Rio Grande

Entre 1735 e 1737 nova guerra explode na região do Prata e os portugueses fazem várias tentativas de conquistar Montevidéu. O comandante da expedição, brigadeiro José da Silva Paes, funda o povoamento de Rio Grande de São Pedro, em 1737, atual cidade de Rio Grande. Porto marítimo localizado na embocadura da lagoa dos Patos, a região é estratégica para a ocupação do pampa.

Guerras de Fronteiras

Os conflitos na fronteira estendem-se por quase todo o século XVIII. Os dois países chegam a um acordo apenas em 1777, com o Tratado de Santo Ildefonso: os portugueses reconhecem a soberania espanhola sobre Sacramento e garantem sua posse sobre o Rio Grande de São Pedro.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

 

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