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PAÍSES DA AMÉRICA DO SUL
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Bolívia
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Geografia da Bolívia

Limitada por Peru, Brasil, Paraguai e Chile, a República da Bolívia é o mais elevado e isolado dos países da América do Sul. Com superfície de 1,2 milhões de quilômetros quadrados extende-se pela faixa mais larga da cordilheira andina e desce pelas bacias do Amazonas e no Paraná por um labirinto de tortuosas serras e vales.
O relêvo da Bolívia vai desde as altas montanhas e amplas planalto até profundos vales e extensas planícies. Seu isolamento geográfico também é a causa de ser o país com a maior população indígena do continente, circunstância que faz perdurar melhor a cultura e tradições anscestrais.
Bolívia divide-se em cinco regiões claramente diferenciadas cada uma com um interesse particular: o Planalto, os vales das terras altas, os Yungas, o Grande Chaco e as selvagens bacias amazônicas e do Paraná.
A parte ocidental da Bolívia é ocupada por duas cadeias andinas que atravessam o país todo desde Peru até Chile e Argentina. A Cordilheira Ocidental eleva-se como uma muralha entre Bolívia e a costa do Pacífico. A Cordilheira Real, situada ao leste, vai para o sudeste e dirige-se ao sul atravessando o centro da Bolívia.
O Planalto está fechado dentro do oval traçado pelas duas cordilheiras. A altitude da bacia vai desde os 3.500 aos 4.000 metros, superando esta altura alguns picos nevados. A fascinação do Planalto reside na imensa solidão que extende-se até a eterna barreira das montanhas que cobrem o horizonte.
Na zona norte encontra-se o Lago Titicaca, o lago mais alto navegável do mundo, com única saida pelo rio Desagüadero que desemboca no lago Poopó, no centro do Planalto.
Ao sul dos lagos o terreno torna-se mais seco e menos povoado, dando lugar a vestígios de outros dois lagos: O Salar de Uyuni e o Salar de Copaísa.
Ao leste da Cordilheira Central situan-se as terras altas, uma região de acidentados vales e serras e férteis bacias de clima moderado.
Ao norte fica encravada a Cordilheira Real, onde os Andes entram na Bacia Amazônica, atravessando Os Yungas, uma zona de transição entre as terras altas, secas e áridas, às terras baixas e úmidas.

Flora e Fauna

Por causa da topografia Bolívia tem uma ampla gama de padrões climáticos, o que condiciona a flora e fauna deste país andino. Assim, dentro de suas fronteiras pode-se achar todas as zonas climáticas, desde a selva fumegante até o frio ártico.


Flora

Desertos e intimidantes montanhas nevadas misturam -se na geografia boliviana enfeitada também com terras e vales férteis mediterrâneos nos que crescem azeitonas, nozes, trigo, milho e uvas.
No sudeste da Bolívia encontram-se os chatos e quase impenetráveis chaparrais do Grande Chaco, onde o terreno fica coberto por uma maranha de árvores espinhosos e cactus.
No norte e leste do território fica a Amazônia, uma terra plana e escassamente povoada, formada principalmente por pântanos, selvas, chaparrais e bosques pluviais, que abrangem 50% da superfície total da Bolívia.
Entre o Altiplano e as terras baixas abrem-se vales cobertos de uma densa vegetação tropical, entre caminhos que descem até a selva. Nos yungas as formações vegetais extenden-se entre os 1.800 e os 3.400 metros de altura.


A folha da coca

Um dos produtos da terra boliviana que mais caracterizou sua cultura desde tempos imemoriais é a folha da coca. A deusa inca do amor estava representada com folhas de coca nas mãos.
A lenda conta que Manco Capac, filho do deus Sol, teve uma aparição mística na Ilha do Sol do Lago Titicaca e trouxe a divina folha, que acalma a fome e dá força aos fracos. No começo a coca estava destinada às famílias privilegiadas e tinha um significado religioso, porém nos tempos da conquista a sua utilização já estava difundida entre os indígenas, e os segurava durante longos períodos de trabaho esgotador em durissimas condições de escravatura.
As folhas da coca mascam-se com cinzas de outras plantas. O suco extraido produz uma sensação do bemestar, brinda um alto grau de insensibilidade à fome, fatiga e dor, e indiferença perante às penúrias e a angustia.
Os espanhóis aprenderam rapidamente que a coca era um estimulante perfeito para incrementar a eficácia dos peões indígenas e promoveram a sua utilização. Em consequência introduziram plantações comerciais no território todo.
Quando A Paz fundou-se, cresceu sua importância pelo tráfico de coca das plantações nos Yungas até as minas de Potosí. Uma plantação de coca dura 40 ou 50 anos e rende de 3 a 4 coletas no ano. A coca é o único cultivo que brinda um negócio lucrativo aos camponeses de uma economia deprimida principalmente agrícola. Atualmente cultivam-se mínimo 60.000 hectares de coca e, embora seja difícil avaliar o impacto da indústria da coca na economia boliviana, sem dúvida constitui um importante respaldo às atividades econômicas.


Fauna

No Altiplano existem condições climáticas de extrema dureza, devido à grande altitude. Esta situação favorece a conservação de uma fauna nativa original. Entre as espécies mais atraentes destacam a lama, o animal emblemático da Bolívia, e a alpaca. À primeira vista estas duas espécies resultan similares, porém a lama apresenta uma estrutura mais corpulenta que a alpaca. O condor é outro dos mitos do país, o seu vôo majestoso converte-o no símbolo dos Andes. É facil distingui-lo se considerarmos a grande envergadura das asas. Outro animal característico do país é a ema pequena, parecido ao avestruz. É um simpático animal escorregadiço, que habita na estepa de ervas duras (pajonal). Também poderá admirá-lo nos Parques e Reservas Nacionais. A vicunha, distinguida pela sua grande velocidade, tem um pêlo muito apreciado, pelo que foi perseguida em outros tempos. Agora é uma espécie protegida. Na Lagoa Vermelha, na Reserva Nacional de Fauna Eduardo Avaroa, no departamento de Potosí, poderá encontrar a parina, uma espécie de flamingo boliviano de grande beleza.


Parques Nacionais e Reservas

Desde meados do século foram criados na Bolívia áreas para a conservação do seu patrimônio ecológico. A tradição boliviana é regida por severos códigos de conservação que impedem a depredação da natureza. Existem no país 8 Parques Nacionais, uma Reserva Rural, uma Reserva Fiscal, dois Refúgios e uma Estação Biológica.
Parque Nacional de Condodiri. Encontra-se no Departamento da Paz. Protege a fauna andina da região, condores, veados, zorros e vizcachas entre outros.
Parque Nacional Cerro de Mirikiri. Está situado no cantão Caquiaviri da Província Pacajes do Departamento da Paz. O parque faz parte da propriedade agropecuária Comanche. Protege, principalmente a Puya Raimondi.
Parque Nacional Cerro de Sajama. Localizado na Província de Sajama, no Departamento de Oruro. Abrange a montanha Sajama, uma das mais altas do país. Protege vicunhas, siris, tatús e outras espécies.
Parque Nacional Mallasa. Está situado nas proximidades da cidade da Paz, e foi criado pela necessidade de conservar um lugar econômico e de utilidade na recriação.
Parque Nacional Tunari. Encontra-se na montanha do mesmo nome. Controla os leitos de água que afetam Conchabamba e protege os bosques, onde tem espécies nativas junto a outras que foram introduzidas.
Parque Nacional Isiboro-Secure. Está consierado o mais importante do país.
Parque Nacional Lagoas de Beni e Pando. Protege espécies que habitam nestas lagoas, como o yakaré e o lagarto.
Reserva Nacional Amazónica de Manuripi Heath. Encontra-se na província de Manuripi, no Departamento de Pando.
Reserva Nacional de fauna de Yura. Na província Quijaro de Potosí. Cuida à vicunha.
Reserva Fiscal Cerro Taipilla. Está na Província Nor Lípez, no departamento de Potosí. Ocupa-se de controlar a preservação da chinchila.
Refúgio de Vida Silvestre Estâncias Elsner. Situado nas Províncias Ballivián e Jacuma do departamento do Beni. Trata-se de um centro para a conservação e investigação de recursos naturais renováveis. Está dirigida e administrada pela Academia Nacional de Ciências e PRODENA.

Fonte: www.rumbo.com.br

Geografia

Depois de um período de 1 ano (1997) vivendo, estudando, trabalhando, e viajando pela Bolívia, em '99 já de volta à sociedade brasileira, com uma vida de universitário/estagiário de relações públicas, foi neste período que escrevi este texto, com as lembranças de minha vida, que era integrada a Bolívia. O texto tem uma linguagem ingênua e típica, unindo palavras que existem no português e no espanhol. Nunca antes publicado, este texto rodou somente em mãos de professores universitários, e amigos viajantes com destino à Bolívia. Confesso que muito do que está escrito, já havia fugido de minha memória, o social, o antrofágico, e o quanto andei por lá. Por mais que haja um certo deboche em certas partes do texto, as críticas não vão contra o país, e sim a um favoritismo para com ele. Viva Bolívia!

O Conhecido

País da América do Sul que se limita ao N e a E com o Brasil. Ocupa uma área de 1.098km² e sua população, no início da década de 1990, era estimulada em 7.322.000 de habitantes. A capital legal (Inka) é Sucre, mas a verdadeira sede é La Paz.


Geografia — Estrutura Geológica e Relevo

A região de Oriente, a N e E, compreendendo 3/5 do território boliviano, é formada por baixas planícies aluviais e grandes pântanos, sobrepostos ao antigo escudo cristalino brasileiro, que aflora em longos trechos. No extremo S fica o Chaco boliviano, pantanoso durante a estação chuvosa e semidesértico durante os meses restantes. A NE da bacia do lago Titicaca, erguem-se montanhas extremamente altas, algumas excedendo 6.300m, e que caem abruptamente sobre as planícies.
Os Andes atingem na Bolívia sua maior largura, dividindo-se em duas cadeias paralelas, a Oriental e a Ocidental, entre as quais se estende o Altiplano. A cordilheira Oriental é formada por maciços de argilitos, arenitos e quartzitos, ou seja região extremamente seca, árida. A cordilheira Ocidental consiste em uma série de vulcões, inativos ou extintos, e suas rochas compõem-se de vastas acumulações de lavas. O Altiplano é constituído, essencialmente, por uma longa depressão estrutural, cuja fossa mais importante é ocupada pelo lago Titicaca.


Geografia — Hidrografia

Os rios pertencem a três sistemas distintos, o amazônico, o platino e o do Titicaca. Muitos lagos e lagoas, alguns grandes como o Rogoaguado; ocorrem nas planícies pantanosas ao longo dos rios Beni e Mamoré.


Geografia — Clima

Embora dentro da faixa tropical, a Bolívia apresenta uma graduação térmica que varia do calor equatorial das planícies até o frio ártico das montanhas mais altas.

Geografia — Flora e Fauna

Geografia da Bolívia

A fauna é bastante semelhante á brasileira, argentina e peruana. Entre os mamíferos, os mais importantes são a preguiça, o macaco, a onça, a jaguatirica, o tapir, a lhama, o tatu e as cobras. É abundante a quantidade de jacarés, lagartos, salamandras, a floresta que é um habitat favorável. A lhama é a besta de carga das áreas altiplanas, além de fornecer lã e carne.
A flora boliviana varia da rala vegetação ártica das cordilheiras até a luxuriante floresta tropical da bacia Amazônica. O planalto é, essencialmente, uma área de pastagens, que se elevam até os limites das neves. Duas espécies importantes da zona montanhosa são a cinchona, cuja casca extrai-se o quinino, e a coca, matéria-prima para a fabricação de cocaína.


Geografia — População

A população boliviana é de intensa mestiçagem, embora o censo nacional estabeleça classificações de branco, cholo e índio. O termo branco refere-se aos ascendentes europeus, e aqueles que graça a situação econômica situam-se na classe superior; o grupo dos cholos compreende-se os mestiços de branco e índio, além dos índios que tenham dominado o espanhol (cuja o idioma é o quíchua indígena), e obteve alguma situação de ofício elevada, abandonado os costumes nativos. Os agrupamentos indígenas mais importantes são os dos aimarás e quíchuas. A densidade demográfica é baixa: 6,7 hab/km². A população concentra-se em vales e planaltos andinos.


Geografia — Economia

Situados no coração do hemisfério Ocidental, os minerais bolivianos, principalmente o estanho, são considerados de importância estratégica. O estanho, tradicional produto de exportação, é responsável por cerca de um terço da receita obtida com o comércio exterior. Em primeiro lugar vem o gás natural. Apesar disso, é a agricultura que emprega a metade da força trabalhadora do país. A criação animal e as grandes florestas da Bolívia são os recursos agrícolas mais significativos, como por exemplo a batata, milho, arroz, trigo, açúcar, algodão e o café. Além do estanho, há também grandes reservas de zinco, cobre, chumbo, tungstênio, antimônio, prata e ouro.
De La Paz partem três ferrovias para portos do Pacífico: a Arica, a Antofagasta e a Guaqui. Outras ferrovias ligam Santa Cruz a Corumbá (MS), e a Yacuiba na fronteira argentina. As rodovias pavimentadas mais importantes são as que ligam La Paz a Oruro, Cochabamba e Santa Cruz. Há também os transportes aéreos que obtém conexões nacionais e internacionais.


Governo — Executivo, Legislativo e Judiciário

A Bolívia é um república presidencialista unitária. O presidente da República é o chefe executivo, eleito por quatro anos, pelo voto direto, ou pelo Congresso, se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta; um ministério pelo presidente é nomeado. O legislativo é exercido pelo Senado, que compreende a vinte e sete membros (três para cada departamento), e pela Câmara dos Deputados, de cento e trinta membros, todos eleitos por mandatos de quatro anos. O judiciário compreende o Supremo Tribunal, com sede em Sucre, tribunais distritais e secundários.

O Desconhecido

Como diria o velho Código de Ética que, ao escrever de um país, o escritor deve pelo menos ter vivido neste local. Por isto nos textos a seguir, partem visões próprias de vivências do autor em um período exatamente de estadia estudantil e trabalhista.
A capital legal (Inka), que seria Sucre, na década de 30 até o começo dos anos 60, era muito conhecida por seus Casinos no mundo todo. Vinham grandes ricaços, pessoas normais de classe média para gastar toda sua renda familiar, assim contam entusiasmados os bolivianos quando falam de Sucre. Com a caída militar na Revolução de 52, estimulou para entrada dos moldes políticos americanos no país, levando a capital para La Paz e o declínio de Sucre com o fechamento dos Casinos.

Geografia — Estrutura Geológica e Relevo

Há um vilarejo perto de Cochabamba, á uns 100km ao N, chamado Sipe Sipe (que não consta no mapa), onde situa-se um enorme vulcão, ativo. Documentos constam que não há vulcões ativos na Bolívia, mas este está. No local há uma equipe européia de profissionais franceses, ingleses e alemães que estudam os abalos do vulcão. O vilarejo de Sipe Sipe treme constantemente, as paredes das casas do local, são rachadas, inclusive o chão.
O vulcão é aproveitado por turistas para a visitação, há guias que levam até a boca do vulcão, em uma caminhada que leva em torno de 1h30 sobre rochas vulcânicas.
O Chaco (pantanal) boliviano não há turismo local. Conta a lenda que na Guerra do Chaco quando os bolivianos já sem soldados, colocaram suas crianças na linha de frente, e cruelmente os paraguaios a mutilaram; as almas destas crianças mortas assombram o Chaco boliviano, afugentando quaisquer tipo de turismo na região.
As cordilheiras, bem..., estas fazem 'jus' á todo tipo de história já contada. Uma região rica em belezas naturais tanto a do Oriente como a Ocidental. O lago Titicaca, o principal acumulador de muitas histórias fantásticas, histórias tais como a que o lago teria uma profundidade tal que, chega ao centro da terra, esta mesma história aparece no livro de Júlio Verne — "Viagem ao centro da terra", em que dois aventureiros adentram em uma gruta de uma cratera vulcânica, e no curso da viajem atravessam um lago e saem do outro lado do planeta.
Outra história do lago é que talvez exista no fundo do lago uma cidadela perdida, esta cidadela seria a civilização mais antiga da terra. Fato real esta história, pelo menos para os arqueólogos que trabalham na área tentam descobrir isto. Em expedições feitas no lago, já foram encontradas muitas peças de tapeçarias e esculturas sem cultura datadas. Estas peças podem ser encontradas expostas no Museu Nacional de Arqueologia de La Paz.
Há também perto do lago Titicaca, estações de esqui e a Porta do Sol, onde acontece todo ano a festa do Sol, acontecimento raro anual do alinhamento dos raios solares nas três pedras da Porta do Sol (uma pedra de frente a porta e duas ao fundo), refletindo um fecho de luz que atravessa a porta do Sol. Este monumento foi construído pelos Yamparas, á 1.400 anos antes de Cristo.
Outros lugares encantadores para visitação, incluídos em pacotes turísticos, como a Rota de Che Guevara (nas cidades de La Higuiera e ValleGrande [a lavanderia]), Parque Nacional Amboro, Missiões de Chiquitos, e Samaipata. Todos estes lugares, são válidos a partir do momento em que está em Santa Cruz. Para visitar todos, levaria em torno de 5 dias, conhecendo bem todos eles.

Geografia — Hidrografia

Os rios praticamente são escassos. Não há um sistema de saneamento básico e tratamento hidrográfico no país. A mesma água em que você faz suas necessidades higiênicas pode vir a voltar pela torneira que se lava a roupa. Tendo a falta de um sistema hidrográfico (hidroelétricas com barreiras), resulta em inundações por todo o país, causando maus odores pelo acúmulo das sujeiras que são jogadas nos rios.
Em março de 2000, o Governo Federal boliviano aumentou as taxas da água potável, resultando em um conflito nacional, principalmente em Cochabamba, sendo que não há água potável na Bolívia, a água potável existente é industrializada (vindo do Brasil ou Santa Cruz de La Sierra), aqueles que obtêm sucesso financeiro compram água em galões ou garrafas, e aqueles que não têm sucesso financeiro, geralmente adquirem doenças intestinais, entre outros problemas através da água.

Geografia — Clima

A gradação térmica existente na Bolívia, causa sérios problemas á saúde. Imagine um clima onde há as quatro estações do ano em um dia. Na parte da manhã um frio ártico. Na parte da tarde é um calor tropical que, agride a pele pela proximidade dos raios solares (devido a altitude do país); e já anoitecendo começa a voltar o frio ártico, chegando na madrugada terríveis baixas temperaturas de zero graus.
Quase não há chuvas, clima seco, árido. E quando chove inunda tudo, normalmente na mesma época do ano que no Brasil — mês de março. Este clima predomina em quase toda parte do país, das cordilheiras às planícies de Santa Cruz. No Chaco é o mesmo fator causado pela barreira que a cordilheira estabelece na região, curvando os ventos, gerando o mesmo clima árido. A região aonde chove mais constantemente na Bolívia é a floresta Amazônica boliviana.
Climas como este é melhor se prevenir com lips stick (manteiga de cacau americana) nos lábios. Costumes regionais do masque da folha de coca, estabiliza a temperatura do corpo. Para as roupas utilitárias, é bom sempre carregar casacos consigo, pois onde não há penetração de raios solares, o clima tende a ser frio (salas de aula, escritórios, etc.). Para aqueles que não gostam do gosto da folha de coca, o conselho seria mascar chicletes á todo momento, isto desentope os ouvidos. Porém a boca seca não tem prevenção, resseca mesmo; a sensação é de estar bêbado a todo instante, aliás, não é aconselhável beber muita cerveja em altitudes elevadas.
O clima na cidade de La Paz, é pior que nas outras cidades da Bolívia. É a cidade que tem a altitude mais elevada. Situa-se construída nas montanhas (ao contrário das outras que são construídas em vales), não contendo áreas planas na cidade, sua geografia é: sobe ou desce. Quando chove, o odor ruim vem á tona. A água que lava a cidade, corre cordilheira abaixo com o lixo.
O amanhecer nos Altiplanos é uma grande experiência para os amantes da natureza. O sol somente aparece quando já está alto, lá pelas oito horas da manhã; antes, das seis já é claro, só que ao invés dos raios do sol virem de cima para baixo, é de baixo para cima, e refletem na neve causando efeitos óticos lindos. Estes efeitos só podem ser vistos no sertão dos Altiplanos, onde não há poluição do ar.

Geografia — Flora e Fauna

Fato interessante nos Altiplanos é a falta de insetos voadores. Quase não há moscas. Há um pouco de pernilongos e borrachudos no anoitecer, pela quebra do clima que acontece das baixas gradações, mas no geral não há insetos voadores. Para compensar, há muitas formigas das grandes e cabeçudas em todo lugar.
Chegando nos perímetros da floresta Amazônica, já volta tudo ao normal que seria para um brasileiro, muitos insetos voadores. A fronteira da floresta Amazônica tem um clima tenso. A vigília das barreiras contém desde trincheiras até helicópteros que rondam soltando bombas de efeito moral e de fumaça colorida. Os soldados não são muito gentis com os viajantes que passam por ali. Sua bagagem não é revistada normalmente (abre-se a mala e fuça, fuça), os soldados retiram as bagagens e empilham no chão e são perfuradas com uma barra grossa de ferro, rasgando tudo o quando passa. Este clima há pelo fato da floresta Amazônica ser comandada pelos narcotraficantes, que refinam a cocaína dentro da floresta.

Geografia — População

Nos ofícios existentes do censo nacional, são três classificações. Mas na real são duas, os Cambas e os Colhos. A história é a seguinte: os colhos são descendentes diretos dos Inkas, que vieram dos Tiwanakus, civilização esta que já existia na região; os cambas são a mistura com outros índios tropicais, e que acabaram migrando para o sul do país, na área de Santa Cruz de La Sierra. Portanto, quem mora ao sul da Bolívia, fora das cordilheiras são cambas, e quem mora nas cordilheiras são colhos. Ambos rivais saudáveis.
Os 'brancos', descendentes de europeus aderem a esta rivalidade, gerando muito preconceito nos hábitos do povo, tanto que, nesta rivalidade entre eles, como para com os estrangeiros que por ali chegam ou passam. Há lugares na Bolívia que não aceitam a presença de brasileiros como por exemplo, restaurantes, boates, escolas, faculdades, etc. Também há lugares que não aceitam a presença de americanos, franceses, e claro, os negros são afetados nesse preconceito. Já os orientais são aceitos, pela existência em massa na região.
Nesta classificação das massas existentes na Bolívia, constata-se fatos de culturas interessantes por lá imigradas, como os russos, os checos e os cubanos.

Geografia — Economia

Há certas verdades boas sobre a evolução econômica na Bolívia, uma delas são os transportes. A parte rodoviária cresce em grande alvoroço no país com a ajuda das indústrias Toyota e Honda, que investem dentro do país viabilizando um acesso fácil para as massas.
Ônibus para viagens são ótimos, realmente confortáveis, contendo televisões (de duas a três no corredor) com exibições de filmes 'piratas' lançamento, filmes que até não passam nos cinemas por lá, chegam antes na pirataria. Os ônibus contêm refrigeração interna. O 'serviço do bordo' há que se pagar pelo consumo das comidas típicas da região.
Há uma bebida chamada chicha que, caso aconteça de algum nativo lhe oferecer chicha de graça, aceite! Isto simboliza receptividade, o nativo 'foi com a sua cara', portanto não recuse a bebida. E beba até o último gole que existir no copo, pois o nativo conferirá depois.
Mas voltando aos ônibus, o melhor de todo este conforto, são os preços populares que variam desde B$18 á B$30 bolivianos, cotando no Real, moeda brasileira, saem mais ou menos uns R$5 á R$10 reais. O ruim de viajar de ônibus são as carreteiras (estradas). Há poucas pavimentadas no país, e no geral, elas correm as velhas trilhas Inkas, rodeando as cordilheiras, sentido parafuso, de um lado o paredão das montanhas e do outro um 'belíssimo' abismo. Há partes planas nas cordilheiras, onde se avistam geleiras encantadoras nos picos das montanhas e também as vastas plantações de folha de coca, são imensas. Conforme o censo nacional, são mais de 70.000 hectares ilegais existentes no país, com uma renda de mais de U$2 bilhões por ano. As plantações existentes quando se avista de longe ou na beira da estrada, são parecidas com plantações de soja. Para quem quer viajar e não se importa com conforto, há também ônibus mais baratos, desde microônibus até os mais antigos sem muita segurança, estes ônibus são muito usados pela população carente, que ligam vilarejos afastados ao centro urbano, percurso este que as linhas maiores não fazem.
Para quem dispõem de tempo para conhecer o país, é aconselhável que saindo da fronteira, em Corumbá, tome-se um trem até Santa Cruz, passe um dia ou dois na cidade para conhecer os pontos turísticos, e siga de ônibus intercalando Cochabamba a La Paz.
Os trens são um pouco caro, pois é em dólar, variando entre U$27 a U$60 dólares, um 1/3 do preço da passagem de avião para quem sai do Brasil pela fronteira. É muito mais confortável que de avião, e mais seguro que ir de ônibus. Nos trens há 2 classes, a econômica e a premier. Na econômica as cadeiras são de madeiras em conjunto, no corredor empilham bagagens que vão desde sacos enormes de sementes e seiva, até animais como porcos e galinhas. 'Ai' de você se pisar em algum saco ou chutar algum dos bichos. Esta cena típica encontrada também nos ônibus citados que vão á vilarejos. A classe premier tem ar condicionado, assentos com cama e semi-cama, vídeo e música ambiental, são incluídas refeições com o serviço do bar, banheiros, enfim. As linhas para quem sai de Corumbá ou Puerto Quijarro, são na quarta-feira e domingo, às 18h chegando em Santa Cruz às 8h40. Importante se informar sobre os horários, que geralmente são únicos, sem muitas linhas a disposição.


Geografia da Bolívia

Interessante são as arquiteturas existentes no país, muitos contrastes que vão desde as casas feitas de barro, neoclássicas, e barrocas. Muitas casas tem em sua estrutura feita ao redor de um jardim de inverno, no geral, sobrados enormes de 2 a 3 andares. O estilo moderno aparece gritante ao meio das esculturas inkas espalhadas pelas ruas, os prédios belíssimos feitos com estrutura recoberta de vidros, com curvas incompreensíveis. Encontra-se também em beiras de estradas ou no meio do vão das cordilheiras, muros empilhados de pedras, costume dos colhos, onde oferecem pedidos feitos á Nossa Senhora de Copacabana, e conforme é a largura do muro é soma dos pedidos que variam entre saúde e o amor.
As praças graciosas, que ao seu redor, misturada aos prédios modernos, estão igrejas barrocas, contendo uma figuração interna com misturas inka. Muito comum nas cidades bolivianas. Estas praças são palcos de conflitos entre o Governo e o Povo. Nestes conflitos comuns, é aconselhável os estrangeiros ficarem bem longe do conflito. A pena para um estrangeiro pego em conflito político é ser deportado de volta para seu país de origem com antecedente criminal político.
As canchas ou as feiras livres, são constantes — 24h. Nelas encontra-se de tudo um pouco, materiais de qualidade, e até peças raras como esculturas Inkas sendo vendidas por mixarias. Materiais de utensílios pessoais, moda, materiais de construção, acessórios de carro, e bebidas. De tudo se acha nestas feiras, produtos de qualidade originais podem ser encontrados, não há somente os produtos piratarias ou falsificados nas feiras, isso é mito. O pior das feiras livres é a falta de higiene para com o manuseio das comidas. Pratos como pernil de porco tanto cru como cozido são expostos ao ar livre.
Há um costume do povo boliviano em relação ao dinheiro, é muito importante que se aprenda: o dinheiro não se deve dobrar do lado da 'cara', e sim do lado da 'coroa'. Acreditam que a nota dobrada ao 'inverso para eles' (do lado da 'cara'), é dinheiro falsificado. O dólar também, mas não se deve dobrar o dólar, e sim enrolar em 'tubinhos' do lado da 'coroa'.


http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/bolivia/imagens/geografia-da-bolivia-5.jpg

Mais uma história interessante sobre a economia, é a história do Rei do Estanho - o Senhor Patiño. Se o nome é familiar, não por acaso Wall Disney se inspirou neste homem descobridor das minas de estanho na Bolívia. Patiño que já foi o homem mais rico do mundo, quando exilado nos Estados Unidos, conheceu Wall Disney, e em sua homenagem Wall Disney criou o Tio Patinhas. De tanta riqueza que este homem continha, o Governo boliviano o perseguiu até retirar boa parte de suas terras, onde estavam as minas de estanho, por isso seu exílio nos Estados Unidos. Em sua casa, aberta para visitas, contém uma mistura de estilos em sua decoração — nas paredes interiores, há afrescos enormes; no chão há mosaicos de cerâmica; na fachada da casa, há anjos esculpidos em gesso, e por volta da casa, seguem outros detalhes em gesso; os quartos, há um para cada membro da família, inclusive, o sr. Patiño dormia separado de sua mulher; engraçado, não há banheiro nos quartos e nem na casa, são separados da casa; a biblioteca particular também é separada da casa, obtém quase o mesmo tamanho da casa para abrigar a grande quantidade de livros; há um salão de jogos, sala chamada de árabe, pois têm a decoração em detalhes árabes, nela há somente uma mesa de bilhar (sem buracos), esta sala também era usada para sala de fumo; na sala de jantar, há um tapete bordado á mão, de cinco por sete metros, conta a lenda que fora feito por Miguelangelo e seus ajudantes, modelo original; as escadarias ornamentadas, com estátuas de todos os deuses mitológicos sob o andaime; nos corredores nas paredes há espelhos enormes, incluso no teto, criando dimensões infinitas; enfim a casa é bela, belíssima!
Entre as seções existentes no Centro Cultural, estão: uma Biblioteca de Referência — com mais de 70.000 livros \ uma Biblioteca Popular \ Centro de Arte Boliviana Contemporâneo — exposições de artes plásticas do século XX \ Centro de Literatura Boliviana Contemporânea — produção bibliográfica dos gêneros narrativos e poesias desde 1935 \ Centro de Ecologia \ Centro de Pediatria \ Centro de Investigação Fitocogenéticas \ e muitas outras.

Governo — Executivo, Legislativo e Judiciário

A quantidade de soldados existentes nas cidades de La Paz, Sucre, Oruro e Cochabamba é impressionante. O policiamento nas ruas são feitos pelos soldados, são como nos bairros militares brasileiros, há dois soldados para cada quatro quadras dos bairros. A segurança é aplicada na Bolívia, índice de criminalidade urbana é quase zero, o problema vem da floresta, onde os traficantes se abrigam para o refinamento da coca.
Detalhe, nas eleições bolivianas não há a sujeira de papéis e a poluição sonora de palanques, tudo é na maior limpeza, não se vê cartazes grudados em postes ou muros. As formas encontradas por eles são bandeiras penduradas nas casas do partido devoto. Porém propaganda eleitoral na televisão é como em todo país — massiva e chata.
Sujeira mesmo, é o que as cholas fazem na rua, têm o costume de defecarem nas calçadas. Parece normal, porque é discreto, a chola agacha-se, transparecendo que está sentada, seus longos vestidos cobrem e disfarçam todo o movimento. E fazem ali suas necessidades, depois levantam e saem.

Governo — Educação e Saúde

Apesar do índice de analfabetismo na Bolívia ser estimado em 40%, o ensino público é o melhor, e de fácil acesso. Na faculdade particular, é chegar, escolher o curso e entrar, já na faculdade federal há uma espécie de vestibular, só que é em formato de um curso anual, onde se faz de três á quatro exames para alcançar pontos necessários para entrar na faculdade, mas não há como não passar nestas provas. É só estudar o que é aplicado no curso da própria faculdade.


Fonte: br.geocities.com

O Deserto de Sal

Se nunca teve a sensação de estar noutro planeta, então impõe-se uma visita ao Salar de Uyuni, no Sudoeste da Bolívia. Uma imensidão de sal a perder de vista, a cerca de 3800 metros de altitude, em plena cordilheira dos Andes. É um dos mais espectaculares lugares da terra.

Texto e fotos: Alexandre Coutinho

O Salar de Uyuni, na Bolívia, é um dos poucos lugares do mundo onde pode experimentar a incrível sensação de estar noutro planeta. Habitualmente familiarizados com grandes superfícies cobertas por água (oceanos, mares ou grandes lagos), neve (Norte da Europa e da América) e areia (desertos do Norte de África, Ásia e Austrália), é com visível surpresa que avistamos pela primeira vez este resplandecente deserto de sal, animado por uma infinidade de reflexos de luz dos cristais em directa exposição ao sol. É uma sensação estonteante.
Se, durante do dia, o Salar de Uyuni surpreende e ofusca qualquer imagem que dele possa existir na nossa imaginação é, certamente, ao cair da noite, que esta paisagem se apresenta de uma forma mais surrealista. Quando se assiste, em simultâneo, ao um pôr-do-sol, a Oeste e ao nascer a lua, a Este, o cenário escapa a qualquer descrição. De noite, com o céu completamente limpo, a esfera celeste povoa-se de estrelas, em número tão grande como nunca, em vez alguma, a vista humana pôde alcançar. A milhares de quilómetros de qualquer fonte significativa de luz artificial, o salar constitui um verdadeiro paraíso para os entusiastas de astronomia que queiram familiarizar-se com o panorama de estrelas do Hemisfério Sul. Do sol tórrido do meio-dia, a temperatura pode descer facilmente para valores abaixo de zero durante a noite.

O Salar de Uyuni estende-se a perder de vista, entrecortado aqui e ali por algumas «ilhas» de terra, que retêm o bem mais precioso para a fauna e a flora destas paragens: a água. Por momentos, os limites desta imensidão de sal confunde-se com a linha do horizonte; noutros pontos, destaca-se ao longe o recorte da cordilheira andina; e, nas suas «margens» abrigam-se as aldeias e os lugares habitados por homens e mulheres que tiram da exploração do sal o seu sustento. Às feições rústicas características dos povos andinos, esculpidas pelo clima da alta montanha e pelo trabalho, juntam uma pele mais seca e escurecida pelo sol reflectido nos cristais. Os habitantes do salar raspam o sal da superfície protegendo a boca e os lábios com lenços e os olhos com óculos escuros. É uma vida de extrema dureza, para a qual as minas constituem a única opção.

Atenção! Perigo de cair num buraco...

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Situado em plenos Andes bolivianos, a cerca de 3800 metros de altitude, o Salar de Uyuni é um imenso deserto de sal puro com mais de 12 mil quilómetros quadrados, rodeado por vulcões há muito extintos. A espessura da camada de sal varia entre 10 centímetros e 100 metros de profundidade. No Inverno (de Outubro a Março), a precipitação chega a acumular-se à superfície inundando grande parte do salar, embora não ultrapassando um nível de 20 a 25 centímetros. É o período do ano mais perigoso para atravessá-lo de jipe, dado o perigo potencial que representam os «baixios», autênticos buracos capazes de engolir por inteiro um automóvel!
Recomenda-se, por isso, a contratação de um guia conhecedor das passagens mais seguras. Recorra ao GPS e às comunicações via rádio, as grandes concentrações locais de lítio tornam, por vezes, as bússolas ineficazes. Evite, igualmente, sair dos rodados deixados pelos veículos que sulcaram previamente a superfície do salar, apesar, de ser muitas vezes difícil resistir à tentação de evoluir livremente fora dos trilhos. A estação seca (Verão) é a mais quente, mas também, a mais favorável para realizar expedições na região, com paragens obrigatórias nas ilhas de terra povoadas por cactos que se erguem até aos 10 ou 12 metros de altura e por uma fauna própria de pequenos roedores; e na aldeia de Jirira (no outro extremo do salar, tomando como referência a vila de Uyuni), onde é possível pernoitar em casa dos habitantes (a troco de alguma gratificação).
A vila de Uyuni não tem muito para oferecer aos viajantes. Não há água canalizada e muito menos aquecida, mas revela-se um ponto de passagem absolutamente indispensável no que respeita a combustíveis. Cuidados redobrados com a qualidade do gasóleo distribuído nos confins da Bolívia, que se apresenta geralmente como uma substância espessa de cor castanha, capaz de «entupir» literalmente os injectores mais sensíveis se não for previamente filtrado. É conveniente estar munido de «jerrycans» suplementares, para evitar reabastecer o veículo com combustíveis suspeitos. Em Uyuni, as casas alinham-se ao longo de ruas largas traçadas na perpendicular. Mesmo com limitações, existe um hotel (Avenida), uma pousada (Tunupa) e duas residenciais (Sucre e Urkupiña). Numa opção mais rústica, poderá experimentar o Hotel de Sal, totalmente construído em blocos de sal no meio do salar. Além das largas pistas de terra batida (com alguma «chapa ondulada» criada pela passagem de camiões) existe, agora, uma ligação regular de comboio entre a capital da Bolívia, La Paz e Uyuni.

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