Página Principal Contato

PAÍSES DA AMÉRICA DO SUL
História e Geografia

Argentina - Bolívia - Brasil - Chile - Colômbia - Equador - Guiana
Guiana Francesa - Paraguai - Peru - Suriname - Uruguai - Venezuela

Equador
@

A República do Equador foi um dos três países que emergiram com o colapso da Grã-Colômbia, em 1830 (os demais foram a Colômbia e a Venezuela). Embora o Equador mantenha um governo civil há mais de 25 anos, o período foi marcado por instabilidade política. Sete presidentes governaram o país desde 1996.
 
Monte Cotopaxi visto de Quito, na Cordilheira dos Andes. Com 5.897 metros, é o mais alto vulcão em atividade no mundo. Mais de 50 erupções do Cotopaxi foram registradas desde 1738, algumas violentas. Sua cratera possui cerca de 600 m de diâmetro e 366 m de profundidade. O cientista alemão Wilhelm Reiss foi o primeiro a atingir seu topo, em 1872, depois de ser considerado inescalável por outros exploradores, incluindo Alexander von Humboldt que fez a primeira tentativa registrada, em 1802.

Ruínas de Ingapirca, sítio arqueológico Inca, a 3 mil metros acima do nível do mar, ao sul do Equador na província de Cañar.

Geografia

Nome: República do Equador. Em espanhol: Republica del Ecuador. Em inglês: Republic of Ecuador.
Capital: Quito.
Tipo de governo: República.
Divisões administrativas: 22 províncias: Azuay, Bolivar, Canar, Carchi, Chimborazo, Cotopaxi, El Oro, Esmeraldas, Galapagos, Guayas, Imbabura, Loja, Los Rios, Manabi, Morona-Santiago, Napo, Orellana, Pastaza, Pichincha, Sucumbios, Tungurahua, Zamora-Chinchipe.
Relevo: planícies costeiras. Montanhoso na região dos Andes (sierra). Terrenos planos na região amazônica (oriente).
Área total: 283.560 km² (costa 2,237 km). Inclui as Ilhas Galápagos.
Ponto mais alto: Chimborazo 6.267 m.
Clima: Tropical ao longo da costa e região amazônica. Torna-se mais frio na região dos Andes.
Porto: Esmeraldas, Guayaquil, La Libertad, Manta, Puerto Bolivar.
População: 13,4 milhões (julho 2005, estimado).
Taxa de crescimento pop.: 1,24 % (2005 est.).
Expectativa de vida ao nascer: 76.2 anos.
Religiões: católicos romanos 95%.
Línguas: espanhol (oficial), línguas indígenas (especialmente quechua) .
Grupos étnicos: mestiços (ameríndios e brancos) 65%, ameríndios 25%, espanhóis e outros 7%.

Ilhas GalápagosIlhas Galápagos

Galápagos são um grupo de ilhas no Oceano Pacífico, de origem vulcânica. Alguns vulcões ainda são ativos. Fazem parte do Equador e são protegidas como um santuário de vida selvagem desde 1935, onde convivem pássaros, iguanas, leões-marinhos, tartarugas gigantes e muitos outros animais. Em 1978, foi tombado pela Unesco como patrimônio da humanidade.

O Isolamento das ilhas no Pacífico permitiu o desenvolvimento de um ecossistema peculiar. Algumas espécies de animais existem apenas nas Ilhas Galápagos. A observação da vida animal de Galápagos forneceu inferências importantes para o desenvolvimento da teoria da evolução de Charles Darwin. O naturalista inglês chegou ao arquipélago na expedição do Beagle, entre 1831 e 1836.

As Ilhas Galápagos foram descobertas em 1535, pelo bispo do Panamá Tomás de Berlanga, quando seu navio ficou à deriva em viagem ao Peru. Ele batizou as ilhas de "Las Encantadas". Em seus escritos, o bispo enfatizava o grande número de grandes tartarugas (galapagos em espanhol) existentes nas ilhas.

Ilhas GalápagosGalápagos atrai mais de 60 mil turistas anualmente e é considerada a segunda maior reserva marinha do mundo, atrás apenas da Grande Barreira de Corais, na Austrália.
 
Na foto, à esquerda, a Ilha Bartolomeu, do arquipélago de Galápagos. Em cima, pássaro de pés azuis, na Ilha Espanhola, em Galápagos.


História

A história do Equador remonta as sociedades indígenas. Esse povo teve sua própria organização social, com crenças, rituais e cerimônias próprias e uma economia baseada principalmente na agricultura. Sua existência se prolongou até o século XVI quando chegaram os conquistadores espanhóis.

A Cordilheira Central dos Andes foi o lugar de fixação do Império Inca. Seu território tinha uma extensão de cerca de 4.000 km² que ia desde o sul da Colômbia até o norte do Chile, em um lugar chamado Tahuantinsuyo. Sendo assim os Incas integraram uma vasta população com dezenas de etnias com línguas, costumes e economia baseada na agricultura. Essa população se expandiu em todo o Andes, ocupou algumas regiões da costa e exerceu notável influencia em Quito.

Em 1532 começou o fim de Tahuantinsuyo com a prisão de Atahualpa. Duros enfrentamentos se produziram entre europeus e incas, os quais resistiram a ser conquistados. Francisco Pizarro e Diego de Almagro foram os principais protagonistas da época aplicando várias estratégias para submeter os índios aos seus domínios, uma delas a catequização.

A Real Audiência de Quito se estabeleceu em 1563, na condição de instancia administrativa dependente da Coroa Espanhola. Expandia-se pelo norte até Pasto, Popayan, Cali, Buenaventura e Buga, no atual território de Colômbia, e no sul até Piura no Peru. Seu primeiro presidente foi o espanhol Hernando de Santillán. Desde sua criação até o século XVIII, a Audiência de Quito foi parte do Vice-reinado do Peru. Logo passou ao mando do Vice-reinado de Nova Granada, com sede em Santa Fé, até que com o fim deste, voltou a depender do vice-reinado do Peru. Mais tarde, com o restabelecimento da Nova Granada, o rei Felipe V determinou que a Audiência voltasse a formar parte desse vice-reinado.

O Marques de Selva Alegre (1753) centralizou o Estado e estabeleceu o monopólio do álcool e do tabaco. Por causa disso aconteceu a conhecida Rebelião das Tabacarias, a que se juntou outras revoluções dos nativos. Depois vieram reorganizações administrativas que permitiram maiores ingressos fiscais. No final do século XVIII ocupou a presidência Luis Francisco Héctor, Baron de Carondelet, quem conseguiu para Quito a criação de uma Capitania Geral.

A decadência social acelerou na segunda metade do século XVIII. São vários os fatores aos quais os historiadores atribuem a queda do sistema colonial. Um deles é o fim da produção de prata em Potosí. A elaboração de têxteis reduziu drasticamente. As reformas introduzidas limitaram também o poder das elites privadas.

1810-1830 A INDEPENDÊNCIA

Enquanto, entre 1809 e 1812, houveram tentativas de conseguir liberar-se do domínio de Lima, Equador só pôde atingir a independência da Espanha depois da batalha de Pichincha em 1822, quando as tropas de Sucre, tenente de Bolívar, derrotaram aos exércitos espanhóis. Equador se uniu então à Grande Colômbia até que esta se dissolveu em 1830.

1830-1895 A ÉPOCA CONSERVADORA

Durante este período se sucederam uma série de governos com clara matiz conservadora. Em primeiro lugar, o caudilho venezuelano Juan José Flores impôs seu domínio entre 1830 e 1846. A seguir Gabriel García Moreno, um civil com fortes vínculos com a Igreja, transformou-se no homem forte de Equador entre 1860 e 1875. O assassinato de García Moreno em 1875 abriu passo a uma série de governos conservadores menos rígidos que liberaram o regime e impulsionaram as primeiras reformas de clara influência liberal.

1895-1925 A ÉPOCA LIBERAL

As forças liberais, encabeçadas por Eloy Alfaro, acabaram com o domínio conservador em 1895, dando início a um longo período liberal que introduziu uma ampla legislação anticlerical, impulsionou a construção de uma importante rede de transportes ferroviários e introduziu reformas econômicas e políticas de corte liberal. Alfaro primeiro (1895-1912) e Leonidas Plaza Gutiérrez depois (1912-1924) deram estabilidade ao regime e possibilitaram a sustentação dessas reformas, ainda que a época de Plaza supôs um giro moderado com respeito às posturas mais radicais de Alfaro.

1925-1940 A ÉPOCA DAS REFORMAS

O domínio oligárquico e das grandes famílias somado aos interesses bancários foi desgastando o regime e provocou que, em meados dos anos 20, triunfasse uma revolução militar que realizou numerosas reformas, sobretudo de caráter social. No entanto, a crise do 29 afetou profundamente ao regime que terminou sendo derrotado. AO longo dos anos 30 houve várias tentativas de retomar e ampliar essas reformas sociais dos anos 20, mas a instabilidade e a crise o impediram.

1944-1972 A ÉPOCA DO VELASQUISMO

Durante este período, a figura de José María Velasco Ibarra gravitou de maneira decisiva sobre o panorama político equatoriano. Este dirigente de forte personalidade e grande orador foi presidente em cinco ocasiões apoiado umas vezes em movimentos de esquerda e outras em partidos conservadores, mas sempre impulsionado uma política essencialmente populista.

1972-1979 OS REGIMES MILITARES

Como reação ao último governo de Velasco Ibarra, instaurou-se uma Junta Militar em 1972 que impulsionou uma política de corte intervencionista e socializante, influída pelo regime de Velasco Alvarado em Peru. No entanto, o fracasso econômico e a inviabilidade do próprio regime conduziram à transição para a democracia.

1979-2005 A DEMOCRACIA

Desde 1979 se sucederam governos surgidos de processos eleitorais democráticos. Este período pode dividir-se em duas fases claramente diferenças. Até 1996, o processo democrático marchou com normalidade, os principais partidos do país se alternaram na presidência da República e cada administração pôde acabar seus respectivos períodos presidenciais.

Mas com a eleição de Abdalá Bucaram em 1996 o país entrou numa espiral de instabilidade e crise política: Bucaram foi destituído pelo Congresso em 1997, seu sucessor Jamil Mahuad teve que abandonar a presidência depois de um golpe cívico-militar em 2000 e o último presidente, Lucio Gutiérrez, deixou o poder em 2005 diante da falta de apoio das Forças Armadas e no meio de fortes protestos, o que conduziu a que seu vice-presidente, Alfredo Palacio, assumisse a presidência.

Nestes anos, além da instabilidade política, destacam o confronto militar com Peru na Guerra de Cenepa, no ano 1995, e o decreto de dolarização que vinculou a moeda nacional ao dólar em 2000, conseguindo conter assim a espiral inflacionária na que se encontrava o país.


DADOS HISTÓRICOS

Sabe-se que os indícios mais antigos de uma cultura desenvolvida no Equador datam de 3.200 a. C. e que as primeiras ferramentas de pedra ali encontradas datam 9.000a. C.

Primeiras Tribos

Os primeiros habitantes organizados do Equador datam do século XI de nossa era. Existiam duas tribos: os expansionistas caras, nas regiões costeiras e os pacíficos quitus, nas terras altas equatorianas até 1.300 d. C. O primogênito do rei dos puruhás casou-se com a então princesa Duchicela e seus descendentes reinaram por 150 anos.

Época Inca

No início deste período inca os descendentes da princesa eram donos do norte, enquanto que o estava em mãos do povo cañari. Estes defendem-se contra a invasão dos incas e Tupac-Yupanqui submeteram-se anos depois. Seu sucessor Huayana Capac viajou por todo o império e fortaleceu sua posição com o matrimônio. De uma de suas uniões nasceum um filho, Atahualpa, quem derrotou o inca de Cuzco Huascar, convertendo-se em governante de um império inca debilitado, o qual encontra-se em um período crítico quando Pizarro chegou em 1532 com a intenção de conquistá-lo.

Conquista Espanhola

Em pouco tempo Pizarro e suas tropas montaram o terror entre os índios que tomaram-os por deuses. Em 1532 Pizarro tornou prisioneiro a Atahualpa e executou-o, em 1533. Houve guerra contra os espanhóis que duraram mais de dois anos até chegarem em Quito, fundada novamente em 1534.

Durante o período colonial sucederam-se as lutas e as intrigas pelo ouro do Amazonas. Finalmente, Orellana cruzou o Amazonas e chegou ao Atlântico. Durante os primeiros séculos de domínio colonial, Lima foi a sede da administração política do Equador. Depois passou a Nova Granada (Vice reinado de Colombia). Foi uma época de florescimento para Equador. sobretudo, desfrutaram as classes dominantes, enquanto que os índios sofreram humilhações, porém no século XVIII tiveram lugar vários levantamentos contra os espanhóis. Dos heróis desta época recordamos Eugenio Espejo, que também foi um grande escritor, sempre a favor da independência. Morreu na prisão em 1795.

A Independência

A primeira tomada de Quito foi liderada por Juan Pio Montufar em 1809. Em 1820 Simon Bolivar respaldou o levantamento o qual declararia finalmente sua independência. Dois anos depois, Equador ficou livre do domínio espanhol, quando o marechal Sucre (general Bolivar) tomou Quito. Equador tornou-se independente plenamente em 1830, firmou um tratado com Peru e trouxe uma fronteira entre os dois paises. Para os equatorianos este é o limite de fronteiras. As fronteira acordadas troxeram a guerra entre os dois paises, que teve lugar em 1942 a definitiva.

No Equador, como em quase todos os paises latino americanos o enfrentamento político tem sido sempre entre liberais e conservadores, estes últimos respaldados pela igreja, enquanto que os liberais caracterizam-se por uma política socialista. Estas rivalidades tem feitos, que tanto no século XIX como no XX houvessem conflitos e ditaduras de diferentes governos militares.

Em 1979, iniciou um período democrático e em 1984 governaram os conservadores. Em 1988 Rodrigo Borja dirigiu um governo de tendência esquerdista. Atualmente, Equador é um país onde reina a paz com excecão dos últimos acontecimentos que tornou possível a renúncia do último presidente eleito, o demagogo Bucaram, em 1997.

As Ilhas Galapagos

O arquipélago de Galapago foi descoberto por Tomas de Berlanga em meados do século XVI. A partir de então as ilhas foram o refúgio dos piratas e corsários que atacavam os mares do sul. Tiveram que esperar a formação do estado de Equador em 1830, para que estas ilhas fossem tomadas em posse. As belas ilhas diziam adeus à vida selvagem. Primeiro fez-se uma tentativa de colonização agrícola para converter-se depois em centro penitenciário. Ilustres homens da ciência as visitaram. Darwin foi um deles, desenvolvendo no arquipélago sua famosa "Teoria da Evolução das Espécies". Numerosas lendas surgiram nas ilhas sobre aventureiros, desaparecidos e mortes misteriosas.

Na década dos setenta do nosso século, visitaram a ilha 4.500 pessoas, em sua maioria naturalistas respeitados. Nos anos 80 somaram centenas de visitantes que não sabiam muito bem onde estavam, e nos anos 90 o arquipélago transborda de turistas. A presença humana massiça e as numerosas espécies introduzidas nas ilhas, assim como, o impacto sobre o mar e a fauna marinha, põe em perigo um ecossistema único. Por esta razão, cria-se em 1959 o Parque Nacional de Galapagos e em 1960 a Estação Científica Charles Darwin.


Período pré-colombiano e colonização

Culturas indígenas avançadas floresceram no Equador mesmo antes de a região ser conquistada pelo Império Inca do século XV. Em 1534, chegaram os espanhóis que, derrotando os exércitos incas, iniciaram a colonização européia. Nas primeiras décadas de dominação espanhola a população indígena foi dizimada pelo contágio de doenças às quais os nativos não eram imunes, tempo em que os nativos também foram forçados ao trabalho para os proprietários de terras espanhóis no sistema de trabalho de "encomienda". Em 1563, a cidade de Quito foi elevada à categoria de distrito administrativo da monarquia espanhola.

Independência

Em 1822 forças locais se organizaram e derrotaram o exército monarquista se unindo à "Gran Colômbia", república fundada por Simón Bolívar, da qual só veio a separar-se no dia 13 de maio de 1830.

O século XIX foi marcado por instabilidades, com rápidos movimentos políticos e institucionais. O conservador Gabriel García Moreno unificou o país nos anos de 1860 com o apoio da Igreja católica.

Com o aumento da demanda mundial de cacau, desde o início de 1800, produziu-se uma migração dos altiplanos em direção à fronteira agrícola da costa do Pacífico.

Em 1895, sob a liderança de Eloy Alfaro, se deflagrou uma revolução liberal nas planícies, que reduziu o poder do clero e possibilitou o desenvolvimento do capitalismo. Entretanto, o declínio do ciclo econômico do cacau produziu nova instabilidade política que culminou com o golpe militar de 1925.

Os trinta anos seguintes foram marcados por políticos populistas como o presidente José María Velasco Ibarra que, em janeiro de 1942, assinou o "Protocolo do Rio", acordo pelo qual se encerrava a rápida guerra com o Peru, iniciada um anos, no qual o Equador aceitou uma fronteira provisória que consolidou a perda de grande parte do território que antes reivindicava na Bacia Amazônica.

Período após Segunda Grande Guerra

Depois da Segunda Guerra Mundial, a recuperação do mercado agrícola e o crescimento da indústria da banana ajudaram a restabelecer a prosperidade e paz política. De 1948 a 1960, três presidentes, iniciando por Galo Praça Laço, foram eleitos livremente e completaram seus mandatos.

Num ambiente em que quase toda a América do Sul foi palco de golpes militares, o retorno de políticas populistas provocou inquietações que foram motivo de intervenções militares domésticas nos anos sessenta, época em que a descoberta de petróleo atraíram companhias estrangeiras e foi fundada a "Amazônia Equatoriana".

Em 1972, um golpe militar derrubou o regime de José María Velasco Ibarra passando a utilizar a riqueza do petróleo e empréstimos estrangeiros para custear um programa de industrialização, reforma agrária, e subsídios para consumidores urbanos.

Com o desvanecimento de ciclo econômico do petróleo, o Equador voltou a democracia em 1979, sob o primeiro presidente da Constituição equatoriana de 1979, Jaime Roldós Aguilera, candidato de uma grande frente partidária, a "Concentração de Forças Populares" ou "CFP" que obteve expressiva vitória sobre Sixto Durán Ballén do Partido Cristão Social "(PSC)".

Depois de uma discordância de liderança com Asaad Bucaram, o líder de então do CFP, Roldós, deixou a coligação para fundar com sua esposa um partido próprio denominado "Mudança e Democracia" levando condigo grande número de partidários. Com isto, o PCD, se tornou o terceiro partido em importância política .

Em 1981 ocorreu novo episódio de conflito de fronteira com o Peru, na região de Paquisha, com algumas recorrências posteriores.

Ao final de 1981 o vice presidente Osvaldo Hurtado Larrea do partido Democracia Popular "DP" sucedeu o presidente Roldós depois que este morreu num acidente aéreo na selva amazônica.

Devido à pressão econômica da guerra sobre o mercado (particularmente do petróleo), o governo de Osvaldo Hurtado enfrentou uma crise econômica crônica em 1982, com crescente inflação, déficits de orçamento com efeitos desvalorizadores da moeda, acúmulo do serviço da dívida e parque industrial não competitivo.

Em 1984 as eleições presidenciais foram vencidas por León Febres Cordero Rivadeneira do PSC por estreita margem de votos. Durante os primeiros anos da sua administração dele, Febres Cordero orientou sua política econômica para o livre-mercado, fortaleceu o combate à produção de drogas e terrorismo, no que foi auxiliado pelos Estados Unidos da América.

Seu mandato foi prejudicado por disputas políticas dentro do governo e pelo seu breve seqüestro por elementos do exército. Em março de 1987 um terremoto devastador suspendeu a exportação de petróleo piorando assim os problemas econômicos do país.

Em 1988 Rodrigo Borja Cevallos do partido da Esquerda Democrática "ID" elegeu-se presidente, concorrendo contra Abdalá Bucaram do "POR". Sua proposta era de melhorar a proteção de direitos humanos e levou a cabo algumas reformas, notavelmente uma abertura de Equador para comércio estrangeiro. O governo de Borja concluiu também um acordo com o pequeno grupo terrorista " Alfaro Vive, Carajo " porém a continuidade de problemas econômicos no país acabou arruinando sua popularidade, permitindo que a oposição obtivesse maioria no Congresso de 1990.

Em 1992, Sixto Durán Ballén ganhou sua terceira concorrência para a presidência da república. As medidas de ajuste de macroeconômicas duras que ele impôs eram impopulares, mas obtiveram sucesso mediante iniciativas de modernização do Congresso. O vice-presidente de Durán Ballén, Alberto Dahík, foi o arquiteto das políticas econômicas de administração, mas em 1995, Dahík fugiu o país para evitar processo por corrupção impulsionado pela ferrenha oposição. Uma guerra com o Peru (chamada Guerra de Cenepa, na área do rio com este nome) estourou em janeiro e fevereiro de 1995 em função de atrito sobre as fronteiras estabelecidas em 1942 e foi solucionada Protocolo de Rio.

Período recente

Abdalá Bucaram, do POR, foi eleito presidente em 1996 com uma plataforma populista prometendo reformas econômicas e sociais e o rompimento do que chamou de poder da oligarquia nacional. Durante seu curto mandato a administração de Bucaram criticou a corrupção sendo deposto em 1997 pelo Congresso sob alegação de incompetência mental, sendo nomeado em seu lugar o presidente interino Fabián Alarcón então Presidente de Congresso e líder do pequeno partido Frente de Alfarista Radical "FRA".

Em maio de 1997 a presidência interina de Alarcón foi endossada por um referendo popular. Durante a presidência de Alarcón, foi escrita a nova Constituição do país (1979) que só entrou em vigor no dia 5 de junho de 1998, depois das eleições presidenciais e de membros do Congresso de 31 de maio de 1988.

Como nenhum candidato a presidência obteve maioria, no dia 12 de julho de 1998 seguiu-se uma eleição de segundo turno entre os dois candidatos mais votados, o prefeito de Quito Jamil Mahuad do "DP" e Álvaro Noboa Pontón do Partido Cristão Social. Mahuad foi eleito por uma estreita margem de votos assumindo o cargo no dia 10 de agosto de 1998, mesmo dia em que a nova Constituição do Equador entrou em vigor.

Mahuad concluiu um acordo de paz com o Peru em 26 de outubro de 1998, mas com as crescentes dificuldades econômicas, fiscais e financeiras do país, sua popularidade foi diminuindo até quando, inesperadamente substituiu a moeda corrente indígena o sucre (homenagem póstuma de um herói venezuelano na guerra revolucionária contra a Espanha), obsoleto,pelo dólar norte-americano (política monetária chamada de dolarização)

Esta reforma monetária causou grave desassossego nas classes de baixo poder aquisitivo que tentava converter seus sucres em dólar com muita perda no câmbio enquanto as classes mais abastadas, que já possuíam grandes volumes desta moeda e já faziam negócios com ela, capitalizaram grandes lucros.

Nas manifestações populares de grupos indígenas de 21 de janeiro de 2000, em Quito, o exército e a polícia se recusaram reprimir os manifestantes e em seguida a Assembléia Nacional Constituinte, num golpe de estado semelhante aos muitos já ocorridos no Equador, instituiu uma junta de tripartite para intervir na administração do país.

Oficiais militares graduados declararam seu apoio à intervenção e, durante uma noite de confusão, depois de fracassarem as conversações, o presidente Mahuad foi forçado a fugir o palácio presidencial para sua própria segurança, encarregando por decreto, o seu Vice-presidente Gustavo Noboa como responsável pela administração.
Na manhã seguinte, Mahuad endossou Noboa como seu sucessor por uma rede nacional de televisão e o triunvirato militar, que efetivamente já dirigia o país, também o endossou.

Assim, na reunião de emergência do mesmo dia 22 de janeiro, em Guayaquil, o Congresso do Equador ratificou Noboa como Presidente da República.

A política de dolarização ainda permaneceu sob a liderança de Noboa. Embora a dolarização tenha mitigado seus efeitos e iniciado ligeira melhoria sobre a economia, o governo de Noboa foi acusado pela mantença da dolarização e descuido com problemas sociais e outros assuntos importantes da política Equatoriana.

Em 15 de janeiro de 2003, o Coronel aposentado Lúcio Gutiérrez, membro da junta militar que subverteu presidente Jamil Mahuad em 2000, assumiu a presidência do Equador com uma plataforma de combate à corrupção. O partido de Gutierrez, tendo poucos assentos no Congresso, o força a negociar com outros partidos para mudar a legislação, já tendo ensaiado algumas reformas econômicas.

Lucio Gutiérrez, deixou o poder em 2005 diante da falta de apoio das Forças Armadas e no meio de fortes protestos, o que conduziu a que seu vice-presidente, Alfredo Palacio, assumisse a presidência até os dias de hoje. As eleições no país estão previstas para Outubro desse ano e pode ser um novo passo para uma possível maior integridade política do país.