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PAÍSES DA AMÉRICA DO SUL
História e Geografia

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Uruguai
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Localização: sudeste da América do Sul.
Área: 176.224 km².
Limites: Brasil (N e NE); oceano Atlântico (L); rio da Prata (S); Argentina (O).
Características: relevo plano, levemente ondulado, porém muito fértil e coberto de vegetação. As elevações maiores, cujas altitudes oscilam entre 200 e 500 m, são chamadas "cuchillas" . O sudoeste é constituído por uma vasta planície, semelhante aos pampas argentinos.
Rios principais: Uruguai e seus afluentes Cuareím, Arapey, Daimán, Queguay. Rio Negro e seu maior afluente o Yi.
Ponto mais elevado: Monte de las Animas (501 m).
Clima: subtropical.

Geografia


LOCALIZAÇÃO

O país limita-se com o Brasil pelo norte e pelo oeste está separado da Argentina pelo rio Uruguai. Ao sul encontra-se com a desembocadura do rio da Prata e a leste aparece o Oceano Atlântico. O noroeste está desenhado com amplos planaltos, montes e pequenos vales. O país está banhado pelo Rio Negro, o maior do Uruguai, que cruza o país do noroeste ao sudeste e desemboca no rio Uruguai, que separa este país da Argentina.

FLORA E FAUNA


Uruguai possui uma fauna e flora muito especial por estar no ponto certo, onde diferencia-se das regiões tropicais e temperadas, podendo se ver espécies de ambos ecossistemas.
Apesar da geografia dominante serem os prados (ocupam cerca de 80% do território nacional), a paisagem do país é muito diversificada. Contabilizam cerca de 2.500 espécies de plantas e umas 224 de árvores e arbustos, mais de 100 mamíferos, 400 aves, 60 répteis e umas 400 espécies de peixes.
Nos prados prevalecem as gramínias, numerosas aves e o ñandu, além das chamado prados arborizados, pode-se ver a ave nacional: o forneiro. Por outro lado, as humedades, que ocupam grandes extensões de terra (especialmente nos municípios de Trinta e Três e Rocha) acolhem uma importante fauna, entre mamíferos, aves e anfíbios. Os Banhados do Leste têm sido declarado Reserva da Biosfera. Os bosques ocupam 3,5% da superfície total, sendo o habitat de numerosas espécies de animais com o peru do monte (ave selvagem), trepador grande, boyero bico de osso (ave) ou carpinteiro dos cardones.


Mapa do Uruguai


O Uruguai é o segundo menor país da América do Sul e a sua paisagem é constituída principalmente por planícies e colinas baixas (cuchilla), com uma planície costeira fértil. A terra está ocupada na sua maior parte por pradarias, ideais para a criação de bovinos e ovinos. O ponto mais elevado do país é o Cerro Catedral, com 514 m. Para sul situa-se o Rio de la Plata (Rio da Prata), que é o estuário do rio Uruguai, que constitui a fronteira ocidental do país, e do rio Paraná, que não corre em território uruguaio. O país tem apenas mais um rio principal, o rio Negro, e algumas lagunas ao longo da costa do Atlântico.

O clima do Uruguai é temperado, mas relativamente quente, visto que temperaturas negativas são extremamente raras. O terreno plano fica de certo modo vulnerável a rápidas mudanças nas frentes meteorológicas e também ao pampero, um vento frio e ocasionalmente violento que sopra para norte desde as planícies das Pampas na Argentina. A temperatura média anual varia dos 16°C em Montevidéu aos 19°C em Salto e Artigas, e a precipitação média anual varia dos 1.000mm no sul do país aos 1.300mm ao norte. Em Montevidéu, o mês mais quente é janeiro, com temperatura média de 22°C, e o mês mais frio é julho, com média de 10°C. As temperaturas máxima e mínima recordes registradas no país são de 43°C e -5°C, respectivamente. As geadas são bastante freqüentes no inverno, mas a queda de neve se registrou apenas em ocasiões muito esparsas.


História

Nas suas origens, às margens orientais do rio Uruguai, estava habitada pelos índios charruas, chanaes, guaranis, tapes e arachanes. Foram os charruas o mais característicos da região e os que ofereceram maior resistência aos europeus. A chegada dos espanhóis coincidiu com o aumento por todo o território da influencia guarani, cuja língua unificou a região. Os charruas, divididos em pequenos povoados, e vivendo sobretudo da caça, não alcançaram um grau de civilização muito elevado.

A descoberta da costa uruguaia foi realizada por Juan Díaz de Solís, quem, em fevereiro de 1516, tomou posse do território em nome do rei; a expedição terminou com a morte de Solís pelas mãos dos habitantes da beira do rio Plata. Na rua rota de circunavegação do globo, Magallanes alcançou a costa uruguaia e provavelmente deu nome a Montevidéu em 1520.
Sebastián Gaboto foi o primeiro europeu que penetrou nos rios Paraná e Uruguai em 1527 e levantou o primeiro estabelecimento espanhol no território. Mas os colonizadores ignoraram a margem oriental do Uruguai por mais de um século, até que em 1611 a introdução do gado pelo governador de Asunción, Hernando Arias de Saavedra, transformou a região em "Vacaria do Mar". Em 1603 Arias de Saavedra já havia tentado penetrar pela banda oriental, mas foi interrompido pelos charruas.

1810-1830 A INDEPENDÊNCIA

A luta pela independência foi dirigida pelo caudilho gaúcho José Gervasio Artigas quem teve que brigar numa tríplice frente: contra as tropas espanholas, contra os desejos centralistas de Buenos Aires e contra as intenções de território do Brasil. No final, em 1818, foi derrotado militarmente pelos exércitos brasileiros e desse modo Uruguai ficou integrado em Brasil como posse da coroa portuguesa com o nome de Província Cisplatina.
Em 1825 uma expedição comandada por Juan Antonio Lavalleja iniciou a libertação de Uruguai do domínio brasileiro com apoio de Argentina, que declarou guerra a Brasil. Depois de uma guerra de três anos em 1828 se declarou a independência da República Oriental do Uruguai.

1830-1903 A LUTA ENTRE BRANCOS E COLORADOS

Em 1837 nasceram os dois grandes partidos uruguaios que marcaram o discorrer histórico do país: os brancos, vinculados ao caudilho Manuel Oribe, e os colorados, seguidores de Fructuoso Rivera. Seus confrontos provocaram numerosas guerras civis bem como a intervenção do governo de Buenos Aires que manteve sitiado Montevideo entre 1843 e 1851 e de Brasil que ajudou em 1863 ao triunfo colorado sobre os alvos.

A incapacidade de brancos e colorados para dar estabilidade ao país conduziu ao estabelecimento de regimes autoritários que deram passo a uma época de tranqüilidade e desenvolvimento: os governos dos militares colorados Lorenzo Latorre (1876-1880), Máximo Santos (1882-1886) e Máximo Tajes (1886-1890), foram os que assentaram o poder central e dominaram aos caudilhos rurais. O trabalho destes governos foi continuado por diversos governos civis, presidencialistas e autoritários: Julio Herrera e Obes (1890-1894) e Juan Idiarte Borda (1894-1897). Ao exclusivismo colorado, e suas manipulações eleitorais, responderam as revoluções brancas encabeçadas pelo caudilho rural Aparicio Saravia, quem sempre foi derrotado.

1903-1930 O BATLLISMO

A figura de José Batlle e Ordóñez dominou politicamente este período e marcou a idiosincrasia do país até o dia de hoje depois de suas duas presidências (1903-1907) e (1911-1915). Batlle impulsionou a intervenção estatal, a legislação social dirigida à proteção dos obreiros e setores populares, a democratização das instituições, que se afiançou com o lucro do voto secreto e a representação proporcional estabelecidos na Constituição de 1917.

A crise do 29 repercutiu gravemente na economia de Uruguai e fez entrar em crise ao sistema político, o que conduziu à ditadura de Gabriel Terra entre 1933 e 1938.

A lenta recuperação da economia mundial, o peso na sociedade das tradições democráticas e o alinhamento do Uruguai com os Aliados na II Guerra Mundial propiciaram em 1942 a volta do sistema democrático.

Durante o governo de Luis Batlle (1947-1951) regressaram as políticas intervencionistas, de tintura social e aprofundamento democrático do batllismo. Em 1952 se adotou uma nova Constituição que implantou uma estrutura colegiada de nove membros para o Poder Executivo, seis deles para o partido maioritário e três para o que lhe seguisse em votos.

1959-1985 A CRISE DA DEMOCRACIA

O estancamento econômico, unido à crise dos partidos, marcaram este período. Os partidos tradicionais se alternaram no poder (governos brancos de 1959 a 1967 e colorados de 1967 a 1973) mas se fracionaron e dividiram, enquanto a esquerda se unificou e surgiu a Frente Ampla em 1971. Ante as tensões sociais, o governo de Jorge Pacheco Areco (1967-1972) numa tentativa por derrotar a ofensiva terrorista do esquerdista Movimento de Libertação Nacional (Tupamaros) endureceu a repressão. Toda esta tensão culminou com o golpe de Estado que as Forças Armadas protagonizaram em 1973, depois do qual dissolveram as câmaras legislativas e assumiram, sob a fachada do presidente civil Juan María Bordaberry, o poder público até 1985. Os 12 anos da ditadura militar estiveram marcados pela repressão e pela abertura da economia aos investimentos exteriores. O mal andamento da economia, junto com o fracasso político da ditadura depois da vitória da oposição no plebiscito de 1980, precipitou o final da ditadura em 1985.

1985-2005 A RESTAURAÇÃO DEMOCRÁTICA

Nestes últimos vinte anos os dois partidos tradicionais se alternaram no poder, com as presidências do colorado Julio Maria Sanguinetti (1985-1990) e (1995-2000) do alvo Luis A. Lacalle (1990-1995) e do colorado Jorge Batlle (2000-2005). Em 2004, a vitória da coligação de esquerdas, Frente Ampla, liderada por Tabaré Vázquez, pôs ponto final ao monopólio do bipartidismo tradicional entre alvos e colorados, que desde 1837 se tinham alternado no poder.


Embora Uruguai seja um país pequeno nos termos da área da população e da terra é um argumento importante para o estudo porque havia uma tentativa conscious sobre muitas décadas de criar um estado de bem-estar europeu do estilo. Nos 1940 ' s lá eram satisfação geral com a política do bem-estar-estado mas nos 1960 ' S. o A. continuou a sustentação do estado de bem-estar na cara de uma diminuição no rendimento conduzido aos deficits e subseqüentemente à inflação relativamente grandes. O turmoil econômico conduzido ao turmoil político. O movimento urbano do guerilla sabido como o Tupamaros introduziu as autoridades civilan em permitir o reino livre militar em suprimir o movimento do guerilla. Subseqüentemente um coup militar em 1973 fêz exame do controle cheio do governo e manteve o repression político por doze anos. Embora o dictatorship militar terminasse em 1985 que a democracia cheia não foi restaurada até 1990.
Em 1990 Uruguai teve uma população de aproximadamente 3 milhões, de que 1.4 milhões estavam na força labor. Mas esse 1.4 milhão, não tudo de quem estavam trabalhando, tiveram que suportar a pensioned uma população de 650 mil. As dificuldades econômicas e fiscais da situação eram enormes.

Linha do tempo do história de Uruguai:

1516: O capitão espanhol Juan Días de Solís aterra na costa do la de Rio de Plata e é atacado pelos nativos que matam quase todos os membros da expedição.

1520: O capitão Portuguese Ferdinand Magellan para na baía onde Montevideo será fundado mais tarde.

1603: O regulador da colônia de Plata de la de Rio de introduz o gado e os cavalos nas planícies de Uruguai livrando animais domésticos lá.

1680: Os portuguêses estabelecem um estabelecimento, del Sacramento de Colonia, através do rio de Buenos Aires em o que é agora Uruguai.

1720-1726: A coroa espanhola tem um fort e as facilidades do porto estabelecidas em Montevideo. Os Immigrants são incentivados estabelecir o interior e levantar animais domésticos. Um produto a ser produzido era carne salgada para lojas do navio. O gado esconde foi produzido também.

1776: Vice-realeza do la de Rio de Plata estabelecido com seu capital em Buenos Aires.

1807: A captação britânica Montevideo e ocupa-o por seis meses. Há uma influência cultural a longo prazo dos Ingleses esses hastes deste occupancy.

1808: Napoleon remove Ferdinand VII do throne de Spain e substitui-o com seu irmão Joseph (de Napoleon). Isto destruiu a lealdade dos colonos espanhóis ao império espanhol. Os movimentos da inicial para a independência ocorreram então. Em Montevideo o comandante militar espanhol, Javier Elío, estabeleceu uma junta governando leal ao rei espanhol velho, Ferdinand VII.

1810: Os invasores de Buenos Aires fazem exame do controle de Montevideo e depose as réguas leais a Spain. Uma divisão tornou-se entre as inclinações políticas do campo e a cidade de Montevideo. Elío quis estabelecer a independência de Buenos Aires.

1811: José Gervasio Artigas, um comandante de uma unidade militray no interior de Uruguayan, opõe Elío e lados com Buenos Aires. Artigas favorece a autonomia regional em uma unidade política federada.


Época Colonial

Foram os brasileiros que no ano de 1680 fundaram Nova Colônia do Sacramento, 200 anos depois da chegada dos espanhóis à América do Sul.
As lutas dos gaúchos pelo gado que pertencia a primeira comunidade de espanhóis marcaram uma época em que cada vez havia mais influência espanhola. Então fundou-se a cidade de Montevideu. Já no século XIX os brasileiros não viam com bons olhos a incursão da Espanha em sua terras e as lutas pela cessão do território foram sangrentas, até que apareceu o nacionalismo uruguaio em 1800. Um dos motivos do despertar uruguaio foi a ocupação de Buenos Aires pelos ingleses. A Argentina expulsou os ingleses que tiveram que conformarem-se em tomar Motevideo. Sucessivamente, Buenos Aires logrou uma hegemônia e Montevideu ficou na expectativa. Foi em 1827 e no ano 1830 que o Uruguai foi declarado independente e aprovada a constituição.

Crise Interna

Seguiu uma crise intensa e o país dividiu-se em dois: a parte apoiada pelo Brasil e a zona respaldada pela Argentina. O s desastres não terminaram, mas sim agravaram-se com a intervenção do Uruguai na guerra das Três Alianças.
Em 1903 ascendeu ao poder José Battle e Ordonhez quem anunciou reformas e um grande período de prosperidade interna. Apesar de seu opositor do partido conservador Battle levou sua idéias até a morte. As idéias deste presidente foram perdidas no tempo onde se criava uma prosperidade, deixando o país ver suas classes e suas diferenças sociais.
Os trabalhadores do campo viviam precariamente e sem trabalho, enquanto que na capital o luxo e a dissipação eram as protagonistas.

Do campo à cidade

Viver no campo era um problema e para as cidades recorriam os camponeses atrás de seu primeiro emprego. Assim durante os anos 60 as tensões sociais foram maiores até 1973, sobrevindo um golpe militar. Os Tupamaros, a primeira organização de guerrilha urbana, começaram a atuar a favor do povo e contra os opressores e assim ganharm a simpatia da população.
Finalmente, depois de um cruel processo social e político esta organização foi aniquilada pelo governo. Em 1984 Julio Maria Sanguinetti ocupou o poder. Apesar do governo militar a situação econômica do Uruguai na troca e o estado de bem estar seguia inexistente.
Em 1989 a vitória mediante a eleição do senador Luis Lacalle. Fez retornar o partido conservador que concedeu o respaldo de algumas iniciativas do partido liberal.
 
Até o século XVII, a região do Uruguai é habitada pelos charruas, índios nômades e guerreiros. Os espanhóis fundam em 1624 uma colônia em Soriano.
Em 1680, os portugueses estabelecem a Colônia de Sacramento, mas são expulsos pelos espanhóis que, em 1726, fundam San Felipe de Montevidéu...
O selo (abaixo) comemora os 250 anos de aniversário do Forte de Montividéu. Foi emitido para a Exibição Filatélica de 1974 - URUEXPO (Scott: 981). O desenho é baseado em um mapa de Domingo Petrarca e retrata a enseada de "Monte Vidio", em 1724.
Em 1726, Bruno Mauricio de Zabala, governador de Buenos Aires, funda "Monte Vidio" com 13 famílias provenientes das Ilhas Canárias. Os 250 anos de aniversário foi comemorado em 1976 com uma série de 5 selos (abaixo, um deles: Scott: 997) que mostra o mapa da cidade e o forte.
Esse mapa, de 1748, é anônimo e foi reproduzido em Martinez, pela Cartografia Histórica da República Argentina, Buenos Aires, 1893.
Sob controle espanhol, o Uruguai torna-se parte do Vice-Reinado do Prata, em 1776.
Entre 1810 e 1814, José Gervasio Artigas lidera uma insurreição armada e domina Montevidéu, que seria a sede da Federação do Prata. Mas Buenos Aires envia reforços contra Artigas, derrotado em 1816.
Em 1817, o Uruguai é ocupado por forças luso-brasileiras, sendo anexado ao Brasil em 1821 sob o nome de Província Cisplatina.
Em 1825, um grupo de patriotas conhecidos como os "33 orientais", liderado por Juan Antonio Lavalleja, proclama a independência uruguaia e reúne tropas que, com a ajuda da Argentina, expulsam os brasileiros em 1827.
Com apoio da Inglaterra, o Uruguai ratifica em 1828 sua independência do Brasil e da Argentina pelo Tratado do Rio de Janeiro.

Blancos e colorados

O crescente antagonismo entre colorados (liberais, liderados por Fructuoso Rivera) e blancos (conservadores, chefiados por Manuel Oribe) provoca uma guerra civil entre 1839 e 1851. Inglaterra e França intervêm a favor dos colorados e a Argentina, dos blancos.
O caudilho argentino Juan Manuel Rosas ordena a invasão do país, mas ele é deposto em 1852 e os invasores se retiram. A luta prossegue...

Em 1864, o Brasil intervém no Uruguai para apoiar o caudilho colorado Venancio Flores. Em contrapartida, o Uruguai participa, entre 1865 e 1870, da aliança com o Brasil e com a Argentina na Guerra do Paraguai.

Em 1904, os blancos se revoltam contra o presidente colorado José Battle y Ordóñez (de 1903 a 1907 e de 1911 a 1915). Mas ele controla a situação, nacionaliza os serviços públicos e algumas indústrias e cria o primeiro sistema de previdência social na América Latina.

O temor de uma ditadura faz o Congresso abolir a função de presidente, em 1951, e um Conselho de Administração passa a exercer o poder Executivo. Um referendo simultâneo às eleições de 1966, vencidas pelos colorados, restaura o presidencialismo.

O declínio econômico uruguaio provoca o aumento da inflação, dos protestos populares e da ação dos Tupamaros, grupo guerrilheiro de esquerda surgido em 1963.

Nas eleições de 1971, Juan María Bordaberry, colorado, é eleito presidente. Apoiado pelos militares, em 1973 Bordaberry fecha o Congresso, suspende a Constituição e instaura um regime repressivo. Em 1976 é substituído por Aparicio Méndez.

O Tratado do Rio de La Plata e sua Frente Marítima

O espaço aquático que forma parte do território de um Estado, é um elemento de suma importância. O princípio da confraternidade entre povos, têm aqui sua mais adequada aplicação, a segurança que mostram os limites internacionais.
Este tratado constitui um feito histórico de singular importância no desenvolvimento das relações entre ambos países, Uruguai e Argentina, abrindo-se uma nova etapa de progresso e integração constituída pelos convênios firmados.
O mesmo regula as relações entre duas nações sobre uma base de eqüitativa distribuição de direitos e interesses, respeitando suas soberanias. Se reconhecem os direitos soberanos do Uruguai sobre seu mar circundante.
Com respeito as riquezas naturais o tratado estabelece normas concretas sobre contaminação e preservação dos recursos vivos do mesmo. Suas jurisdições estão claramente delimitadas, organizadas com eqüidade e sentido prático com pleno respeito à independência do país.
O selo emitido em 15/03/1999, para marcar os 25 anos do Tratado del Rio de La Plata (1974-1999), mostra os limites geográficos das fronteiras aquáticas entre os dois países, também os Escudos do Uruguai e da Argentina.

Abertura

Em 1980, as Forças Armadas são derrotadas em um plebiscito para referendar uma nova Constituição e, diante da aguda crise econômica, decidem dividir responsabilidades com os civis. O general Gregorio Alvarez chefia o governo de transição.
As eleições de novembro de 1984 dão vitória ao colorado Julio María Sanguinetti. Em 1989, a Lei do Ponto Final, que anistia os militares repressores durante a ditadura, é aprovada em plebiscito...

História dos Correios

O estabelecimento do Correio Nacional começa com a nomeação do primeiro Administrador Geral dos Correios da Província, Coronel Don Luis de la Robla, realizada em 21/12/1827.
Quase um século antes, desde a própria fundação de Montevidéu, começou a funcionar um serviço de correios... Embarcações que vinham da Espanha com correspondências para autoridades, chegavam até a Colônia e Buenos Aires, onde se despachavam ao Paraguai, Chile e Peru.
Antecedentes do que foram os correios trimestrais entre La Coruña e Montevidéu, dentro de um serviço colonial que melhorou em 1778, chegando a seis despachos anuais, mas que variou pouco em sua organização colonial...
Na verdade, foi Don Luis quem começou a grande tarefa de organizar um serviço nacional...
Em 1828, foi instalada a Administração Geral dos Correios em um rancho da Villa de Durazno, então sede do governo. No ano seguinte, abriu suas portas pela primeira vez em Montevidéu, na San Pedro esquina com Santo Tomás, hoje, ruas 25 de Mayo e Maciel.
Os serviços cresceram e, em 1830, as oficinas se mudaram para um local mais amplo, na Praça Matriz - atuais ruas Rincón e Juan Carlos Gómez. Dois anos depois a mudança foi para uma dependência no Forte do Governo, hoje Praça Zabala...
A primeira emissão de selos uruguaios compreende 3 valores, de 1856.
O selo conhecido pelo nome "Diligência" é o primeiro selo postal do país e estava destinado a franquear a correspondência transportada por este meio, isto é, a palavra que aparece na parte superior do selo significou o uso deste tipo de carruagem para o transporte da correspondência.
A "diligência" era o meio de transporte conduzido por cavalos que interligava as cidades do país. Não levava apenas passageiros do interior até a capital e vice-versa, mas também mercadorias e correspondências, como cartas e pacotes.
Este momento histórico do país se caracterizou pelo desenvolvimento dos meios de comunicação e de transporte. Começaram a ser instaladas empresas de diligências ou "mensajerías" terrestres e fluviais como meio de transporte para correspondência pública, também de passageiros e mercadorias.
Ele foi emitido em 1º de Outubro de 1856 (Scott: 1), com valor facial de 60 centavos (azul). Do lado esquerdo, o segundo selo com valor facial de 80 centavos, verde (Scott: 2). Do lado direito, o terceiro selo com valor facial de 1 real, vermelhão (Scott: 3).
Nas medidas: 18,5 por 22mm, eles foram litografados por Don Lucien Mège (litógrafo e gravador da Casa da Moneda, em Montevidéo), sobre papel branco, em pranchas de 35 exemplares, sem picotagem.
Ilustrados com a figura de um sol, tomado do Escudo de Armas do Estado (vigente entre 1824 a 1906)...
Quando o então Administrador Geral dos Correios, Don Atanasio Lapido, em agosto de 1856, tratou com o senhor Mège o tema da imagem para os selos, o gravador lhe mostrou o desenho da moeda de 1844, e reivindicou sua criação artística.
Convencido pelo gravador, Lapido autorizou o desenho do sol como uma cabeça humana. Os selos mostram no centro de um círculo, a cabeça com rosto e cabelos, rodeada por uma aureula de raios solares. Esta imagem está incluída em um retângulo, com uma borda grega de ambos os lados, ostentado na parte superior do selo a palavra "Diligencia" e, na inferior, o valor.
Depois, foram impressos outros valores de 180 e 240 centavos, entretanto não circularam, pois sua vinheta ainda indicava a legenda "Diligencia" que era incompatível com o transporte fluvial que se empegava para conduzir a correspondência entre as capitais de ambas margens do Rio de La Plata...
Com o desenvolvimento da própia organização, destacam-se os anos entre 1875 e 1880, período no qual foi ditada uma série de decretos para tornar a organização mais eficiente: a de 1877 deu ao Correio Nacional a base funcional e uma estrutura organizada.
Abaixo, um dos 3 selos emitidos na série de 1956 que comemora o Centenário do Primeiro Selo Postal (Scott: 1055/1057). Acima, selo emitido em 29/06/2006 que comemora os "150 Años del Primer Sello Uruguayo".
O atual edifício sede do Palácio do Correio, Monumento Histórico Nacional, foi inaugurado em 1925.
Fonte: www.sergiosakall.com.br