PAPÉIS DE PAREDE - Torres / RS

 

HISTÓRIA DE TORRES

Torres é um dos núcleos mais antigos do Rio Grande do Sul. Era utilizado pelos índios Carijós, de Santa Catarina, e Arachanes do Rio Grande do Sul, que em seu comércio de trocas usavam uma picada, costeando os banhados dos sopés internos, começando na Praia Grande e indo até a Itapeva. Estas trilhas também eram usadas por paulistas, compradores de índios, que os levavam a São Paulo como escravos.
Os habitantes primitivos que viviam na região Sul (Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina), quando ocorreu a chegada dos portugueses, eram índios carijós, minuanos e arachanes.
Entre os anos de 1600 a 1640, estima-se que viviam, no sul do país, cerca de quinhentos mil índios, que aos poucos foram desaparecendo por causa das doenças, escravidão e batalhas.
Através da documentação existente sobre os indígenas do litoral, podemos saber que os carijós eram dóceis e interesseiros. Por este motivo houve um comércio muito grande entre paulistas que viviam ao sul em busca de escravos, e os caciques. Entre os índios, os negociantes que ficaram mais famosos foram o cacique Tubarão que deu origem a cidade de Tubarão e o cacique Maracanã. Aos poucos, a região foi ficando despovoada de índios. Sabe-se que, por volta de 1700, quando os lagunenses desceram pelo litoral, quase não encontraram índios.
A cidade de Torres surgiu pela necessidade de controlar esta estratégica passagem, na qual foi instalado um posto fiscal, que logo se transformou em Guarita Militar da Itapeva e Torres (entre 1774 e 1776). Colonos açorianos, vindos do Desterro (atual Florianópolis) e de Laguna (SC), começaram a instalar-se na região. Em 1809, D. Diogo de Souza, primeiro capitão-mor da capitania do RS, mandou reforçar a guarnição de Torres e autorizou a construção do Forte de São Domingos das Torres, além de um presídio militar.
O título de fundador de Torres se refere ao alferes Manoel Ferreira Porto, comandante da guarda da guarita militar que, em 1815, obteve licença para edificar a capela no local junto ao posto da guarda, atual Morro do Farol, contrariando os desejos dos colonos, que a queriam no morro da Itapeva.
Em 1826, D. Pedro I passou pelo povoado de Torres/RS. No dia 05 dezembro, a caminho do Sul do País por motivo da guerra da Cisplatina. No dia 25 do mesmo mês e ano, ele retornou pernoitando novamente no complexo administrativo-militar da época, situado entre a igreja e o baluarte.
Os alemães chegaram em 1826 e foram separados, pelo comandante da fortaleza, conforme a religião que professavam: Os protestantes formaram a colônia de Três Forquilhas. Os católicos, por sua vez, foram inicialmente para a estrada de Mampituba, depois junto ao Rio Verde e, finalmente, entre as lagoas do Forno e Jacaré, construindo a colônia de São Pedro de Alcântara. Por volta de 1830, famílias de origem italiana, vindas de Caxias do Sul, fixaram moradia no  distrito de Morro Azul.
Dentre as personalidades que deram forte impulso ao desenvolvimento de Torres, destaca-se quem lançou a "indústria turística", que dominou o cenário econômico local, da primeira até a segunda grande guerra: José Antônio Picoral. Filho da colônia São Pedro de Alcântara, tornou-se próspero comerciante em Porto Alegre/RS, mantendo, porém, vínculo com a terra de origem. Depois de um frustrante veraneio em Tramandaí, Picoral decidiu transformar Torres, em uma moderna Estação Balneária e em 1915, após entendimentos com João Pacheco de Freitas, Luiz André Maggi, Carlos Voges e outros Torrenses, instalou seu Balneário Picoral, marco histórico da introdução do turismo em Torres/RS.
Em 1836, devido a Revolução Farroupilha, iniciada em 1835, Torres sentiu as dificuldades da guerra civil, que a deixou no mais completo abandono, prejudicando e recuando o desenvolvimento. No ano seguinte, através da Lei de 20 de dezembro de 1837, seria criada a Freguesia de São Domingos das Torres, 28ª da Província. O desenvolvimento da Freguesia deu-lhe o privilégio de ser elevada a categoria de Vila e Município, o que ocorreu em 21 de maio de 1878 pela Lei Provincial n.º 1152, dando-se a sua instalação a 22 de fevereiro de 1879.

A PRIMEIRA RUA DE TORRES

A rua Júlio de Castilhos foi a primeira de Torres, suas origens datam de antes da descoberta do Brasil. No começo foi trilha dos índios, talhada nos matos que se estendiam no sopé do morro, ao longo do banhado que rodeava a Lagoa do Violão. Aos indígenas tornou-se essencial a abertura dessa picada, para possibilitar a comunicação entre as praias que vinham no norte (o litoral dos carijós) e as praias que levavam ao sul (a região dos arachanes). A linha hoje ocupada pela rua Júlio de Castilhos, representava o traçado mais lógico para unir o Norte ao Sul.
 
O CASARIO ANTIGO
 
Torres tem, ainda, um pouco da história “viva”. Assim poderiam ser consideradas as casas antigas da rua Júlio de Castilhos, uma dezena escassa, representativas da vida inicial da localidade. Formam um conjunto arquitetônico dos mais típicos, em estilo colonial, que até por motivos estéticos e turísticos, deveria ser preservado. Trata-se de um casario todo construído no século passado, de pedras extraídas do Morro do Farol, rejuntadas com barro e cal de sambaquis e madeiramento de lei, extraído das matas que então existiam na Praia da Cal e ao redor da Lagoa do Violão.
 
O FORTE DE SÃO DIOGO
 
Este estabelecimento militar erguido em março de 1777, ocupou a plataforma baixa do Morro do Farol, aproximadamente onde agora está a Escola Cenecista Prof. Durban Ferraz Ferreira ou ligeiramente atrás. Esteve guarnecido poucos meses por tropas do Regimento de Santos e foi  desocupado ao saber-se do armistício que garantia a retirada dos Castelhanos que haviam invadido a Ilha de Santa Catarina, no começo daquele ano. O Forte São Diogo desmanchou-se com o tempo não deixando sinais. A maioria dos torrenses e veranistas nem imaginam que ali existiu um Forte, antes de nascer a cidade.

TORRES É MAIS... TURISMO

Na alta temporada (novembro a março), a cidade recebe a grande maioria de seus turistas que vem principalmente em busca de seus balneários. Para atender os visitantes o município conta com uma estrutura de 58 hotéis e 11 pousadas, com uma capacidade de 6.241 leitos distribuídos em 1.894 quartos.
Ainda dentro da estrutura de atendimento ao turista, o município conta com campings, 33 restaurantes que se destacam pela gastronomia especializada em frutos do mar.
 
TORRES É MAIS... TURISMO ECOLÓGICO

O Turismo Ecológico em Torres é uma das opções que se pode oferecer a turistas e visitantes. Muitas pessoas se deslocam ao município com o intuito principal de entrar em contato com a natureza e Torres tem muito a oferecer.
Os Roteiros de Ecoturismo que seguem abaixo são apenas uma noção muito imperfeita de todo o encantamento que estas trilhas e passeios oferecem.
Venha conferir, você vai se surpreender com tanta beleza natural.
 
·   Rio Mampituba e meandros
Passeios de barco, visualização dos municípios de Torres e Passo de Torres, manguezais, vegetação nativa, pássaros, destacando as curvas acentuadas do rio, em seu caminho natural. Sua foz foi fixada pelos molhes, o que facilita a saída dos barcos pesqueiros.
Opção: Barcos Marina  
 
·  Ilha dos Lobos
A única Reserva Ecológica do país onde existem lobos ou leões marinhos. A Ilha em si é um fenômeno geológico, sendo uma continuação da Serra Geral que corta o Brasil. Paradouro de lobos marinhos; local de acasalamento; é proibido qualquer tipo de pesca ou caça marinha, bem como o desembarque.
Opções: Barcos Marina e Barcos Flamingo
 
·  Parque da Guarita
Mini trilhas ecológicas, Viveiro de jacarés, vegetação nativa, banhados preservados, pequenas dunas na encosta da Torre do Meio.
 
· Roteiro das Furnas
Trekking por cima do Morro das Furnas, escadarias dão acesso às  Furnas do Diamante, do Cristal e Furna Grande. Visão das Furnas de Garagem, acesso às Furnas Inacabadas através da Pontezinha. Visão do Portal. Vegetação nativa no topo do morro onde se encontra o capitel com a lagoinha dos suspiros (formação natural).
 
· Roteiro da Torre Sul
    Escadarias até o topo do morro, visão magnífica do mar e do Parque, vegetação nativa.
 
· Roteiros Arqueológicos
- Cemitério de sambaquis
- Dunas da Praia Itapeva
 
·  Roteiro no Morro da Itapeva
- Incluindo visita ao Camping Itapeva.
- Áreas de Mata Atlântica.
- Itapeva em tupi-guarani significa Pedra Chata.
- Trilhas naturais pela vegetação nativa, dunas e lagoa.
- O morro se estende da lagoa até o mar.
 
·Roteiro de Pesca ecológica
   Alguns barcos oferecem esta opção, utilizada o ano inteiro.
De passeios de barco, que visitam a Ilha dos Lobos e adentram o Rio Mampituba até trilhas por entre as árvores, o turismo ecológico proporciona um agradável contato com as belezas da natureza de Torres. Algumas opções de passeios podem ser adquiridas nas Agências de Turismo Receptivo de Torres.
 
TORRES É MAIS... ATRATIVOS NATURAIS

PRAIA GRANDE: com 2.000 metros de extensão, é a preferida para o banho de mar e onde ocorre a maioria dos eventos esportivos do verão como: futebol, vôlei, surf e outros. Na Praia Grande também são organizados inúmeros shows ao ar livre.
 
PRAINHA OU PRAIA DO MEIO: tem 600 metros e é a praia mais tranqüila de Torres. Por possuir solo rochoso não é apropriada para o banho, mas possui grande beleza natural.

PRAIA DA CAL: tem 800 metros de extensão, sendo um dos mais belos e preferidos locais para a prática do surf.
Possui este nome porque até 1940 existia vários fornos de torrefação de conchas, caramujos e mariscos para a fabricação de cal mineral para produtos químicos. Antigamente era uma praia somente de pescadores, começando a receber turistas e veranistas a partir de 1942. Hoje os seus habitantes são a maioria de Caxias do Sul, uma cidade gaúcha de origem italiana. É um dos locais preferidos para a prática de surf.
Em frente a Praia da Cal existe a praça Nossa Senhora dos Navegantes, que possui uma imagem da Santa que é a padroeira dos pescadores e navegantes. Em outras religiões é chamada Iemanjá que é a rainha do mar. Sua festa é tradicionalmente comemorada em 02 de fevereiro.
 
PRAIA DA GUARITA: localizada no Parque da Guarita, é a praia mais bela de Torres, rodeada pelas Torres Centro, Sul e Guarita  que dá o nome  a este complexo paisagístico.
 
PRAIA DA ITAPEVA: tem 6.000 metros de extensão e localiza-se após o Parque da Guarita. Tem esse nome devido ao Morro da Itapeva que em tupi guarani significa “pedra chata”.
 
RIO MAMPITUBA: rio que faz divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. O nome Mampituba é de origem tupi e significa rio de muitas curvas.
 
MOLHES: situado na barra do Mampituba tem 250 metros de extensão e é utilizado para a pesca. Foi construído para fixar a barra do rio.
 
MORRO DAS FURNAS: A mais importante das torres por seu tamanho é a do meio, também conhecida por Morro das Furnas. Fica a 600 metros do Farol separadas pela Praia da Cal. É um tabuleiro alongado, com 135.000 m2 de superfície superior. Toda a encosta oriental compõe-se de falésias perpendiculares, batidas no sopé pelas ondas do mar: aí estão as furnas, tão famosas e admiradas. O ponto culminante de Torres, a 66 m. de altitude, encontra-se no primeiro dos dois cumes que formam o dorso da chapada, atrás do capitel.
A pontezinha é a mais conhecida, dali se contempla o curioso arco de pedra chamado Portão. Poucos têm a possibilidade de descer até a enseada atrás do Portão para observar de perto as furnas inacabadas, escavadas a um milhão de anos por um mar que era 5 a 8 metros mais alto que hoje.
Em cima do morro, primeiro você passará pelo alto do Portão, de onde terá uma vista da enseada de cima.
Depois passará pelas furnas da Garagem, que é um dos pontos mais fotografados de Torres.
Próximo a Lagoinha dos Suspiros, um capitel com uma cruz o convida a oração, já estimulada pela majestade do cenário.
O acesso as furnas não constitui qualquer problema. Há escadas de concreto com corrimões. Nem todos sabem que a furna grande é a menor delas (à esquerda de quem desce a primeira escada) a Furninha é a maior (à direita). Os nomes foram consagrados há muito tempo. Na verdade a furna grande nem existe, é apenas um começo de gruta em que cada onda produz um estouro de ar comprimido quando penetra e uma bela cascata quando escoa.
Ao descer a outra escada, você chega a uma plataforma quase ao nível do mar: é o diamante. A esquerda está a boca da Furna do Diamante em que a lenda diz estar escondido um diamante precioso.
 
TORRE NORTE OU MORRO DO FAROL: é conhecida por Morro do Farol devido a construção do primeiro farol em 1912, que objetivava a sinalização de terra aos navegantes. Ao pé do morro, ao lado do mar, existe uma gruta de Nossa Senhora Aparecida. Antigamente se localizava o cemitério da cidade. Local ideal para se avistar as belezas naturais da cidade, podemos ver todas as praias, as torres, a Lagoa do Violão, as serras, as dunas e a Ilha dos Lobos.
Chamada primeiramente de Torre Norte por ser a primeira torre que se avista no sentido norte-sul, o Morro do Farol, denominado assim devido a construção do primeiro farol em 1912. O objetivo deste farol é sinalizar a existência de terras aos navegantes. Este farol, uma construção de madeira, com uma roda em cima, tendo esta roda janelas coloridas em vermelho, amarelo e branco, que giravam em torno de um lampião a gás, caiu em uma forte tempestade em 1935. O farol atual possui 18 metros de altura, acendendo de 8 em 8 segundos, sendo visto em noites claras a uma distância de 8 milhas marítimas ou 12 Km.
O chapadão mais elevado tem cerca de 600 metros de largura e sua altitude superior de 46 metros e meio.
Ao pé do morro, no lado do mar, existe uma gruta, de Nossa Senhora Aparecida e uma fonte de água puríssima.
 
ILHA DOS LOBOS: é a única ilha marítima do Rio Grande do Sul. Tem esse nome porque é a única ilha do Brasil onde, nos meses de julho a novembro, os lobos marinhos - procurando águas mais quentes - chegam para o acasalamento. Em 1983, foi declarada reserva ecológica, sendo proibida qualquer tipo de caça ou pesca marítima. Fica a 1800 metros da Praia Grande, seu relevo não ultrapassa 2 metros. Já foi causa de muitos naufrágios em de tempestades. O último navio que naufragou foi o HAWAII, em 1965, e suas âncoras encontram-se na Praia da Cal, uma ao lado direito da imagem de Nossa Senhora dos Navegantes e a outra no jardim de uma casa, defronte a praça.
Antigamente era possível ver o casco do navio HAWAII, mas as ondas fizeram com que ele caísse no mar.
 
LAGOA DO VIOLÃO: está localizada no centro da cidade e tem esse nome por seu formato original assemelha-se a um violão. O local é aproveitado para a realização de esportes aquáticos.
 
TORRE DO MEIO: é a mais importante torre por seu tamanho. Toda a sua encosta oriental compõe-se de falésias perpendiculares, batidas no sopé pelas ondas do mar. Aí encontram-se as famosas furnas e de grande beleza natural. Há em cima do morro uma lagoinha e um capitel que nos convidam a oração.
 
TORRES É MAIS... ATRATIVOS CULTURAIS

PARQUE DA GUARITA: o projeto de ajardinamento foi feito pelo paisagista Burle Marx com a ajuda do ecologista José Lutzemberg.  Possui um anfiteatro natural, circundado por um lago artificial. É o ponto máximo das belezas naturais em Torres.
 
PONTE PÊNSIL: construída em 1985, substitui uma antiga ponte de madeira. Esta de concreto e cabos de aço, permite o acesso a localidade de Passo de Torres (SC).
 
IGREJA MATRIZ SÃO DOMINGOS: dada sua inauguração em 24 de outubro de 1824, sua construção é no estilo colonial, barroco simples e possui uma única torre construída em 1898, pelo Padre Lamônaco. Em seu interior existem imagens doadas por Dom Pedro I, de grande valor histórico. Foi tombada pelo projeto Pró Memória.
 
ALAMBIQUES: agricultores do interior do município ainda conserva engenhos antigos utilizados para fabricação da cachaça Marisqueira (originária da região).

MONUMENTO AO SURFISTA: localizado junto à Sociedade Amigos da Praia de Torres, é o único monumento da América Latina que presta este tipo de homenagem. Construído em concreto, representa um surfista pegando onda.
 
TORRES É MAIS... CULTURA

CASA  DA TERRA”: Um casario do século IXI, sito na Rua Júlio de Castilhos, 838.
No começo do século XX pertencia a viúva de José Teodoro Pacheco de Freitas, irmão do coronel João Pacheco de Freitas. Mais tarde, foi de Elói Krás Borges desempenhando as funções de funcionário municipal, acendia e apagava os lampiões das vias públicas. Também existem relatos de haver funcionado, nesta casa, a redação do jornal “O Torrense”.
 
TORRES É MAIS... FOLCLORE

Os aspectos folclóricos na vida do povo de Torres, vem marcado pelas tradições gaúchas, representa o conjunto de maneira de sentir, de reagir e de fazer as coisas, maneiras estas transmitidas tradicionalmente de geração para geração, como as cantigas de ninar, danças de roda, canções populares, etc.
Eventos tradicionais como a Semana Farroupilha, Rodeio Crioulo, Cavalgada do Litoral, denotam esta característica local.
Sua presença na arte popular que dá continuidade em seus objetivos de manter viva uma identidade cultural herdada de seus antepassados.
 
TORRES É MAIS... BALONISMO

O Balonismo é um esporte em ascensão em todo o mundo. Nos países europeus, nos Estados Unidos e no Japão já existem milhares de adeptos do esporte, com várias competições importantes se realizando.
No Brasil, apesar do primeiro vôo com balão a ar quente ter ocorrido em 1979, apenas nos últimos anos é que o esporte começou a se desenvolver.
Atualmente, o Brasil é o país latino com maior número de balões e balonistas; são cerca de 45 balões para 30 pilotos.
Existem quatro clubes de balonismo em São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro em Belo Horizonte. No Rio Grande do Sul, existiu um clube de balonismo entre 1989 e 1991, mas ele foi desativado por falta de apoio e patrocínio.
A partir de 1989 passou a realizar-se em Torres o Festival de Balonismo, o que fez a cidade ganhar o título de “Capital Brasileira de Balonismo”. Durante os quatro dias do evento são realizados diversas provas, nas quais os balonistas são testados em suas habilidades.
 
TORRES É MAIS... GASTRONOMIA

Às margens do Rio Mampituba concentram-se excelentes Restaurantes, alguns de padrão internacional. Pode-se comer muito bem aí, desde pratos à base  de frutos do mar, característica da cidade, passando por galetto, espeto corrido, pizzas e grelhados. Existem variadas opções e, qualquer refeição torna-se uma ocasião especial pela bela paisagem do caudaloso Rio Mampituba, próximo á sua Foz, no maravilhoso encontro com o mar.
 
TORRES É MAIS... SAÚDE

A estrutura para atendimento a saúde no município de Torres é a seguinte:
- 01 Hospital particular, com 109 leitos, sendo 100 destes utilizados por pacientes do SUS (Sistema Único da Saúde). Possui UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
- 01 Centro de Saúde do SUS.
- 03 Postos Municipais de Saúde do SUS.
- 01 Clínica de Apoio, Diagnóstico e Terapia do SUS.
- 04 Laboratórios particulares de análises clínicas.
- 07 Clínicas Médicas particulares de diversas especialidades.
- 24 Farmácias, sendo seis localizadas na zona rural.
Além das estruturas formais de saúde a Prefeitura desenvolve trabalhos, como o Programa de Recuperação de Drogados.    
 
HISTÓRIA DE TORRES   

- A educação em Torres é hoje um dos pontos fortes da cidade. Com a vinda da Universidade houve uma transformação no ritmo urbano com aquecimento da economia local. Durante o período de aulas, Torres se transforma em uma cidade universitária. Os elementos que a compõem são os seguintes:
- 01 Universidade, que oferece 15 cursos de graduação (Administração, Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Direito, Educação Física, Enfermagem, Fisioterapia, História, Letras, Matemática, Odontologia, Pedagogia, Psicologia, Sistemas de Informação – Análise de Sistemas e Turismo).
- 03 Escolas de Ensino Médio, na zona urbana, sendo duas particulares (Escola Cenecista e CIESC São Domingos) e uma estadual (Instituto Estadual de 1º e 2º Graus Marcílio Dias). Em 1999, mais uma escola (Escola Estadual Marechal Deodoro), passou a oferecer curso de Ensino Médio.
- 20 Escolas de Nível Fundamental, sendo 09 estaduais, 10 municipais e 01 particular.
- 19 estabelecimentos oferecem o Ensino Pré-Escolar, sendo 06 escolas estaduais,  06 municipais, 01 escola particular e 06 creches (mantidas por entidades civis beneficentes e prefeitura).
Torres conta ainda com 01 Escola Particular Supletiva de Primeiro e Segundo Graus, Escola Santa Rita, que oferece também um curso Técnico em Transações Imobiliárias.

TORRES É MAIS... INFORMAÇÃO

Durante os três meses de temporada passam por Torres cerca de 400 mil turistas, o número de veranistas fixos durante o veraneio está em torno de 100 mil, e vem aumentando consideravelmente a cada ano.
A rede hoteleira conta com 5.386 leitos, em 59 estabelecimentos, divididos em hotéis, pousadas e motéis, com preços variando entre 10 e 100 dólares, que, na média temporada, sofrem uma redução considerável.
Na gastronomia, mais de 80 estabelecimentos oferecem variedade, qualidade e bons preços. Pode-se fazer uma boa refeição a partir de 4 dólares.
Torres, pelas suas belezas naturais, seu clima delicioso, a vastidão de suas brancas praias, atrai milhares de pessoas de todas as partes do Brasil e também dos países vizinhos
O nome da cidade é devido a existência de três grandes rochedos que se estendem a beira mar: Torre Norte (Morro do Farol); Torre Centro (Morro das Furnas) e Torre Sul (Praia da Guarita).
A cidade de Torres tem sua história viva: as casas antigas da rua Júlio de Castilhos formam um conjunto arquitetônico dos mais típicos em estilo colonial. Foram todas construídas no século passado de pedras extraídas do Morro do Farol, rejuntadas com barro e cal de sambaquis e madeiramento de lei, extraído das matas que então existiam na praia da Cal e ao redor da Lagoa do Violão.
Torres apresenta uma das mais valiosas forças econômicas da área nordestina do Estado do Rio Grande do Sul, Torres prospera no comércio, na indústria, na construção civil, no artesanato e no turismo.
 
COMO CHEGAR?
 
Localiza-se no litoral do Rio Grande do Sul, na divisa com Santa Catarina, chegando pelo norte, via BR 101, fica distante 280 Km de Florianópolis, pelo sul pode-se chegar também pela BR 101, ou pela Estrada do Mar (RS 389) e a 197 Km de Porto Alegre.
O município faz limites ao sul com Dom Pedro de Alcântara e Arroio do Sal, ao Norte com o Estado de Santa Catarina, a Leste com o Oceano Atlântico e a oeste com o município de Mampituba.

POPULAÇÃO APROXIMADA
 
Urbana – 27.554 habitantes/ Urbana flutuante (verão) – 200.000 habitantes
Rural – 3.323 habitantes
Total – 30.877 habitantes
Número de eleitores: 19.824 eleitores
 
ALTITUDE: 6 metros
 
Extensão Territorial: 174,50 Km2
Extensão Perímetro Urbano: 57 Km
Extensão Perímetro Linear: 56 Km
Extensão Orla Marítima: 23 Km
 
CLIMA
 
O clima do Município de Torres é temperado ameno seco, com verões quentes (apresentando até 35 graus) e inverno ameno apresentando geralmente a máxima do inverno no Estado. O calor é suavizado por uma leve brisa refrescante que vem do mar. Apresenta uma temperatura média de 24º C.
 
VEGETAÇÃO
           
Espécies naturais: Ipê Amarelo, Quaresmeira, Ingazeiro, Jambolão.
Espécies exóticas: Pinos, Acácia, Eucalipto, Casuarina.
Ocorrem maciços florestais, naturais e cultivados.
Naturais: Capões
Cultivados: Reflorestamento

Fonte: www.jctorres.com.br
Jornal da cidade de Torres

 

 

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